sábado, janeiro 31, 2009

O caso sócrates ou o fim do Estado de Direito?

Um amigo, há cerca de um ano, garantiu-me meio a brincar, que o ódio pessoal de alguns do PP pelo Primeiro Ministro era de tal forma que haveriam de programar alguma coisa mais concertada antes das eleições.
Ao ver a lama com que tentam eliminar José Sócrates lembrei-me dessa conversa.
Ao ler este post também.
Frost e Nixon ( excelente filme com uma magistral interpretação de Frank Langella)mostra o princípio de uma nova era, em que as instituições jurídicas e o Direito Penal são substituídas pelo linchamento popular do circo mediático.

Nazismo católico

Há muito tempo que se sabe que o tradicionalismo católico na sua vertente nais radical, embora minoritária está impregnado de movimentos fascistas e neonazis, ao franquismo espanhol e a grupos de extrema direita na américa do sul e estados unidos.
Que o Papa tenha tentado por todos os meios integrar esses grupos minoritários revela que essas organizações têm alguma influência económica e se movem bem no submundo da diplomacia do vaticano.
Não há muito tempo que a matriz neonazi dos tradicionalistas católicos foi denunciada na blogosfera portuguesa a propósito de um blogue português e seus apoiantes. Denúncia esta que teve apaixonadas negações, embora pouco fundamentadas.
A face agora publicamente revelada dos principais mentores do Tradicionalismo Católico não deixa margens para dúvidas: são antisionistas, misóginos, antidemocráticos e bebem o conservadorismo ideológico nos grandes paradigmas do nazismo.

O que leva pois o vaticano a tentar reintegrar estes extremistas?
Só há uma resposta possível - para os dividir e fragmentar.
Para os ter sob rigoroso controlo.

O levantamento das excomunhões marca em definitivo o princípio do fim dos extremistas lefebvrianos.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

""Existe o pecado pelo qual merecem não só serem separados da Igreja pela excomunhão, mas também serem retirados do mundo pela morte. Com efeito, é questão muito mais séria corromper a fé, pela qual vem a vida da alma, do que fabricar dinheiro falso, com o qual é sustentada a vida corporal. Por conseguinte, se os fabricantes de dinheiro falso e outros malfeitores são justamente castigados com a morte pelos príncipes seculares, com muito maior justiça podem os hereges ser castigados com a morte imediatamente após o veredicto, e não somente excomungados." (São Tomás de Aquino. Summa Theologica. II.Q.XI)

Olha se tivessem mantido a vera tradição .... não estávamos agora a falar da senilidade do cura nazi.

Ou talvez Deus o castigue com uma morte lenta. A Tradição Católica já não é o que era...

Um momento de verdadeiro riso

O tarado do nazi, acha que as mulheres não devem usar calças porque isso lhes retira a feminilidade. Logo, usar calças é contra a vontade divina.
De igual forma condena o filme Música no coração porque, adivinhem, nesse filme os nazis são maus, e além disso os protagonistas casam-se porque se amam, quando o amor nada tem a ver com o casamento.
Ah a as mulherzinhas não devem ir para a universidade, basicamente porque as suas mentes limitadas não foram desenhadas para o esforço intelectual .

O tipo é tão execrável ( o cura nazi, como lhe chamam) que vai ser expulso da FSPX

Fellay afirma aceitar o Concílio Vaticano II

Card. Castrillón: Full communion will come. In our discussions, Bishop Fellay recognized the Second Vatican Council, he recognized it theologically. Only a few difficulties remain..."

Bento XVI não dorme em serviço.

Bispo NAZI pede perdão

O Bispo Nazi Willianson , não só teve de rastejar desculpas face ao Vaticano como foi imediatamente afastado das suas funções à frente do seminário que dirigia. Além desta sanção, o Nazi lefebvriano foi formalmente proibido de falar sobre questões históricas ou políticas.
Parece,claramente ,que a propaganda nazi não é muito apreciada por Bento XVI, que já fez saber aos Rad TRads quem manda .

Gentes

"Os insuficientes mentais da rádio-televisão, a quadrilha dos bancos, as seitas evangélicas, os poetas, os de Braga, os actores, os engenheiros, os anais e os menstruais, os cancerosos, os que alugam barcos, os à esquerda da direita e os do avesso da esquerda, os solícitos solicitadores, os abstémios, os não-fumadores, os de Setúbal, os filhos-da-puta em geral e as mães deles em particular, os sindicalistas que não fazem boi e os bois que vão para sindicalistas, os bulímicos, os químicos, os de Abrantes, os que usam cachecol, os que usam o Estado, o estado do uso, o estudo do abuso, os coimbrinhas, os que só dão o cu mas aparecem de piça à lapela, os tónico-capilares, os bic-laranjas, os rosa-cristal, os ciganos e os cigmeses e os cigsemanas e os cigdias e os cigminuto-a-minuto, os lopes, os palopes, os motores, os promotores, os disto e os daquilo, os reformados, os reformistas, os reformadores, os formadores, os dores, os de Beja, os taxistas, os utentes, os entes, os doentes, os hirsutos, os mansos e os brutos, os anémicos, os da Pampilhosa, os que tossem, os que rumorejam, os do cinema de produção nacional, os nacionais de produção teatral, os que cortam árvores, os que rotundam, os que se arredondam, os que vendem a salvação em brasilês, os que dizem é-assim de cinco-em-5 segundos, os que dão aulas e os que faltam às aulas, os que superbockam, os que acham bem tant’auto’strada entre nenhures e sítio algum, os que amocham com o andor nas procissões, os que mesmo não sendo mulheres não têm colhões, os que tendo mulheres as deixam ir a pé a Fátima ou sabe-se lá aonde, os de Leiria, os cabeleireiros mais fêmeos do que o elástico dos soutiens, os que já redigem sutiãs, os que se pudessem não deixariam ninguém poder, os suinicultores, os que mexem nas partes dos netinhos, os netinhos, os de Tavira, os que mordem a haste dos óculos, os que bebem o vermute com o mínimo esticadinho até à unhaca de tirar cerume dos pavilhões capiloso-auditivos, os dentistas, os aut(omobil)istas, os que têm o cu virado para África, os que nos venderam a Bruxelas, os que estão em Bruxelas a vender-nos ao resto da Bélgica, os que estão em Bruxelas mas voltam, os que rogam por-obséquio, os que pedem tenhamos-a-fineza, os que nunca leram o Nuno Bragança, os que lêem o Torga, os que vomitam, os que crocitam, os que caganitam, os que gritam, os que se vêm mas não se vêem, os que compram nos chineses camisolas para levar à manifestação contra o desemprego, os secredromedários de Estado, (...)os que põem as filhas no ballet ao dispor dos pedófilos que dão Religião & Moral, os que põem os filhos na heroa, os que dolcegabanam e os que só abanam, os que confundem os canhões de Navarone com a ponte do rio Kwai, os que são mágicos, os trágicos, os que são marítimos, os histamínicos, os cómicos, os noz-vómicos, os da Covilhã, os que trocam a rata da mãe por duas embalagens de bacalhau pré-demolhado, os que são trocados pelas mães, os de Bragança, os de Silves, os do Funchal, os do Pico, os de Cantanhede, os de Viseu, os de Peniche, os de Évora, os de Aveiro, os de Pinhel, os de Newark, os de Portalegre, os de Goa, os da Trofa, os de Sacavém, os de Berna, os só-de-taberna, os de S. Paulo, os de S. Paulo de Frades, os de Oliveira de Azeméis do Hospital de Frades do Bairro, os que paulocoelham, os que siddhartam, os que se peidam que nunca se fartam, os que dizem ámen e os que amenizam, os que vertem e os que entornam, os que tornam, os que se encornam, os que se autorretratam e os que nunca se retractam, os que vêem o telejornal, os que já viram ovnis chamados ufos, os bufos, os tartufos, os alecrínicos e os manjerónicos, os que blogueiam, os que bloqueiam, os que manoeldoliveiram no pátio das cantigas, os que nunca se movem, os que se comovem, os que bradam, os que ladram, os que votaram neste cabrão mas agora juram que não, os não foram eles, os que são outros em vez deles por não ter sido o pai deles a foder a mãe deles, os que mandam nas urgências, os médicos, os que têm tétano por profissão, os que fazem do tédio negócio e os do ódio ócio, os ósseos, os seminais, os seminaristas, os sacerdotais e os chupistas, os que foram às urgências para morrer em casa, os que nascem em ambulâncias, os que nem casa têm onde cair mortos, os de Alenquer, os sibaritas, os hermafroditas, os foditas, os jesuítas, os juristas, os naturistas, os que chupam cabeças, os da bandadalém e os que ficam sempre aquém, os de Sintra, os da Madragoa, os porteiros, os parteiros, os excêntricos, os teocêntricos, os dos amanhãs-que-cantam-quando-a-galinha-tiver-cáries, os de Pombal, os que anoitecem de manhã, os que tonycarreiram, os que encarreiram, os que encarneiram, os do poder local, os do foder boçal, os que vendem meias a paraplégicos, os que ladram Deus ao domingo, os que arrolam testemunhas na esquadra de Jeová, os holocáusticos de David, os do tremoço e os da pevide, os que não comem carne de porco sabe Deus porquê, os que dão sangue mas só o do fim da borbulha, os do Estoril e eu também – tudo merda." assim escreveu o Daniel.

Lugares escuros

É estranho, mas se passarmos algm tempo em sites, blogues ou foruns da beatagem fica-se com uma certa sensação de conspurcação interior.

São sítios bastante sujos. E vem-se de lá com vontade de lavar a alma.

o OUTRO LADO

A velha que vive no corredor nunca ouviu falar das discussões sobre o sexo dos anjos. Está até convencida que os anjos têm pequenos pénis rosados que usam para fazer maroteiras em corropios celestiais.
A velha tem uma vida aguadamente lenta entre as quatro paredes do corredor estreito onde se entreabrem duas portas. A solidão espessa, os estalidos da madeira, já não a assustam.
À noite dorme pouco. Tem medo que os ratos lhe subam na cama e lhe mordam os olhos.
- Já viu, menina, se fico cega?
A velha quer estar deitada na cama do corredor de olhos bem abertos. De vez em quando há uma luz que amarelece a portada e a faz sonhar com anjos. Se não visse os desvarios da luz a dedilhar a portada como sabia dos dias e das noites, das madrugadas que se adivinham muito antes de se anunciar, dos ciclos das chuvas? Gosta do Malato e acha que a menina júlia, à tarde , fala directamente para ela.
- Já viu, menina, se fico cega?
O mundo chega-lhe de assomo, directamente do canto do corredor onde a televisão a espreita - um quadrado muito pequeno de todas as cores, a pingar a humanidade inteira nos estalidos do soalho.