Os úteros grávidos são violados com máquinas imagiográficas e aparelhos tecnológicos (incluindo sondas com máquinas de filmar)que os reduzem a um aquário, a corpos esventrados numa trasnparêancia de entranhas dissecadas, retiradas do contextto de uma PESSOA - corpo vivo e habitado de sentir - reduzidos a fragmentos de sentidos do vivido, reduzido á condição de objecto - o
aquário, o receptáculo, a incubadora - violadas até que apenas prevaleça a imagem fabricada em Photoshop de um embrião
de dois milímetros e só essa - o seu dono, o seu inquilino, o ser sagrado que detem os direitos todos e perante o qual elas, pessoas, deixam de o ser.
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