sábado, abril 09, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Teologia
Como na gravidez, insuflado pelas hormonas, o meu corpo incha.
Um corpo inchado puxa-nos para a terra, o solo, o aqui e o agora.
Nada é tão pouco transcendente quanto a flutuação de estrogéneos.
E no entanto, uma coisa é certa : a religião é a coutada do mulherio.
Todos os grandes místicos tinham o seu quê de efeminados.
Nem poderia ser de outro modo - sem misticismos uterinos, nenhum deus é humanamente explicável.
Um corpo inchado puxa-nos para a terra, o solo, o aqui e o agora.
Nada é tão pouco transcendente quanto a flutuação de estrogéneos.
E no entanto, uma coisa é certa : a religião é a coutada do mulherio.
Todos os grandes místicos tinham o seu quê de efeminados.
Nem poderia ser de outro modo - sem misticismos uterinos, nenhum deus é humanamente explicável.
quinta-feira, abril 07, 2011
Liberdade
As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas morres!». As árvores têm de se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. "
Amin Maalouf, Origens
Amin Maalouf, Origens
espantoso país
Por razões domésticas assisti hoje a uma extracto do inefável programa da tia júlia, uma espécie de Oprah dos pobrezinhos. Pelo que percebi , duas famílias vizinhas vinham relatar ao país e á querida júlia um ror de anos de um ódio de estimação por causas totalmente fúteis, que consomem duas gerações e um dia destes vão acabar nas páginas do correio da manhã, salpicadas de pegadas sanguinolentas.
Os odientos vizinhos não vivem lado a lado mas a mais de uma centena de metros de distância e são o que na saldeias se chama de "abastados" - duas belas vivendas, propriedades, um sítio paradisíaco em pleno Minho. O que leva as pessas a emaranhar-se em relações de ódio contumaz por um vizinho , numa aldeia pequena, a ponto de contaminarem todas as suas existências com esta obsessão indecente, é algo de extraordinário.
Mas depois lembrei-me dos políticos domésticos e absolvi logo o ti manel com a sua forquilha e as faces manchadas de impetigo.
quarta-feira, abril 06, 2011
A vergonha.
È quase surreal a forma ligeira como a "oposição" empurrou este país para a bancarrota. De certa forma, Sócrates era o dedo no dique. Abater Sócrates era uma espécie de desígnio apocalíptico, prevalente sobre qualquer interesse nacional ou genuína preocupação com as pessoas deste país.
O Val explica isto bem.
Mas não se trata de um visão interna. Lendo os jornais "lá por fora", por onde andei nestes últimos dias, percebe-se o fio condutor. A queda de Sócrates é o fim de linha.
De chegada, pasmo com um conselheiro de Estado que vem contar para a via pública ( ou melhor, para a sarjeta), assuntos que se discutem no Conselho de Estado e que são obviamente matéria de sigilo a que estão vinculados todos os participantes. `Mas, lá está - o ódiozito rasteiro e este espírito de "caça ao homem" vai para lá de quaisquer pruridos éticos ou do mais banal bom senso.
segunda-feira, abril 04, 2011
Citações
"Os verdadeiros leitores, como os verdadeiros escritores, serão sempre uma minoria – e a literatura séria está, com o tempo, condenada a ocupar uma pequena parcela das prateleiras das livrarias, onde hão-de proliferar muitos outros géneros de mais fácil assimilação".
Maria do Rosário Pedreira
Maria do Rosário Pedreira
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