sexta-feira, abril 08, 2011

Teologia

Como na gravidez, insuflado pelas hormonas, o meu corpo incha.
Um corpo inchado puxa-nos para a terra, o solo, o aqui e o agora.
Nada é tão pouco transcendente quanto a flutuação de estrogéneos.
E no entanto, uma coisa é certa : a religião é a coutada do mulherio.
Todos os grandes místicos tinham o seu quê de efeminados.
Nem poderia ser de outro modo - sem misticismos uterinos, nenhum deus é humanamente explicável.

Teologia 2

As palmeiras possíveis.

De passagem


Não era apenas uma pessoa. Era uma história que se desenrola dentro de outra história.

Mia Couto

quinta-feira, abril 07, 2011

O próximo alvo

Espanha

Liberdade

As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas morres!». As árvores têm de se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. "

Amin Maalouf, Origens

espantoso país

Por razões domésticas assisti hoje a uma extracto do inefável programa da tia júlia, uma espécie de Oprah dos pobrezinhos. Pelo que percebi , duas famílias vizinhas vinham relatar ao país e á querida júlia um ror de anos de um ódio de estimação por causas totalmente fúteis, que consomem duas gerações e um dia destes vão acabar nas páginas do correio da manhã, salpicadas de pegadas sanguinolentas.
Os odientos  vizinhos não vivem lado a lado mas a mais de uma centena de metros de distância e são o que na saldeias se chama de "abastados" - duas belas vivendas, propriedades, um sítio paradisíaco em pleno Minho. O que leva as pessas a emaranhar-se em relações de ódio contumaz por um vizinho , numa aldeia pequena,  a ponto de contaminarem todas as suas existências  com esta obsessão indecente, é algo de extraordinário.

Mas depois lembrei-me dos políticos domésticos e absolvi logo o ti manel com a sua forquilha e as faces manchadas de impetigo.

quarta-feira, abril 06, 2011

A explicação.

A vergonha.

È quase surreal a forma ligeira como a "oposição" empurrou este país para a bancarrota. De certa forma, Sócrates era o dedo no dique. Abater Sócrates era uma espécie de desígnio apocalíptico, prevalente sobre qualquer interesse nacional ou genuína preocupação com as pessoas deste país. 
O Val explica isto bem.
Mas não se trata de um visão interna. Lendo os jornais "lá por fora", por onde andei nestes últimos dias, percebe-se o fio condutor. A queda de Sócrates é o fim de linha.

De chegada, pasmo com um conselheiro de Estado que vem contar para a via pública ( ou melhor, para a sarjeta), assuntos que se discutem no Conselho de Estado e que são obviamente matéria de sigilo a que estão vinculados todos os participantes. `Mas, lá está -   o ódiozito rasteiro  e este espírito de "caça ao homem" vai para lá de quaisquer pruridos éticos ou  do mais banal bom senso.

segunda-feira, abril 04, 2011

Citações

"Os verdadeiros leitores, como os verdadeiros escritores, serão sempre uma minoria – e a literatura séria está, com o tempo, condenada a ocupar uma pequena parcela das prateleiras das livrarias, onde hão-de proliferar muitos outros géneros de mais fácil assimilação".

Maria do Rosário Pedreira