sexta-feira, março 05, 2010
quarta-feira, março 03, 2010
Canção da Noruega
Entarnoitece e já deixei as mãos ao largo do jardim.
Em pleno lago, há a casa de madeira onde Grieg escreveu sinfonias infindáveis. Pelas janelas rendilhadas de vermelho estalam madeiras de outras pautas, o lago estende-se até ao sul, os fiordes aqui ao lado, a casa respira, pautas e mais pautas, um cochim de seda, as canetas com aparos de prata alinhadas ao lado do reposteiro, sento-me cá fora, á beira de água e penso que se tivesse uma casa assim imitava Chopin, o meu homem abraça-me em silêncio.
Entarnoitece.
Estou sentada apenas a contemplar a respiração da casa e parece-me que o violino dos pássaros aqui ao lado me toca nos ombros, ulmeiros brancos, a humidade das sombras, Grieg inventa músicas na solidão da noite .
São fêmeas, mais nada
"o (meu) principal problema com esta campanha - e aqui refiro-me ao cartaz - é a mensagem veiculada: mostra parte de um corpo de uma mulher (que vai do peito e pára mesmo por baixo da cintura - o resto já não interessa, está a preto); uma mulher sem cara, de roupão, com uma mini por baixo do cordão e com as frases "é só puxar; nova abertura fácil; o prazer é todo seu (do homem)". Não me venham dizer que estas frases se referem só à cerveja e que nada têm a ver com o que está por trás. A associação que é feita pela publicidade procura precisamente relacionar, nem que seja no imaginário do consumidor, os dois.
Trata-se sim, a meu ver, de sexismo explícito: o corpo de uma mulher sem cara, que não é sujeito, ao serviço do homem para o seu Único prazer, do qual ele pode dispor à vontade e muito facilmente, e sobre os efeitos dessa mensagem. [Já agora: sexismo porque também redutor para os homens, o que está ali hipra representado é o heterossexual, que vê ou associa sexo em tudo e para quem o triângulo cerveja, bola, mulher comanda a sua vida].
(O meu incómodo ) Está sim na desigualdade das relações de poder que lhe está inerente e que também por se tratar de mulheres deve merecer bem mais atenção (e crítica - cultural). Não por sermos umas "coitadinhas", mas porque foi precisamente o "nosso corpo" que serviu em grande medida de motivo para justificar séculos de opressão (e bem antes do capitalismo) e de desigualdade. Foi nele ou através dele que tudo começou e se perpetuou. Foi (e é, muito muito menos claro) nomeadamente por termos formas, peito, vagina, ovários (por causa da maternidade) e por entre um homem e uma mulher, aquando o acto sexual, sermos nós as penetradas, que fomos, de diferentes formas, durante séculos, remetidas para a esfera privada, sujeito passivo, sem direitos, cujo destino era o de estar ao serviço do homem, de ser mães, objectos decorativos e para o prazer de outrem, que a nossa atenção e leitura deve ir mais além porque esta, como outras, publicidade é "situada". Situada em sociedades que têm este LONGO histórico e que apesar da emancipação e afirmação das mulheres, da consagração da igualdade de direitos, e de todo e do longo caminho percorrido, ainda não deixaram de ser sociedades patriarcais."
terça-feira, março 02, 2010
Putas tristes
"Nos anos 50, havia na tropa uma cultura orientada para a iniciação sexual dos rapazes (...) nas prostitutas. Era propedêutico, pedagógico... para se chegar à noite de núpcias e se começar logo a fazer como deve ser [risos]. Onde houvesse quartéis, havia enxames de casas de prostitutas nas redondezas."
Professor Moisés Espírito Santo (sociólogo/etnólogo), em entrevista a Isabel Freire (Janeiro de 2010)Esta mentalidade de lupanar não se desvaneceu completamente nos alvores do século XXI
"Luís cresceu e mora nos arredores do Cacém. Mas bem podia ser um daqueles jovens bairristas de que fala Lurdes. Hoje com 29 anos, cumpriu uma antiga tradição, que se julga mais ligada aos antigos costumes das pequenas aldeias do interior: perdeu a virgindade com uma prostituta. O motivo não foi o ter atingido a maioridade ou sequer ter sido chamado à tropa. “Aos 18 anos, nunca tinha tido namorada e já me andava a passar”, esclarece. Pouco eficiente nos jogos de sedução, a solução passou por Lola, uma velha prostituta bem conhecida daqueles que todos os dias a viam parada na berma do IC 19. “Estava farto de ver os meus amigos com namoradas e depois virem falar comigo de sexo e ter de fazer de conta que sabia do que estavam a falar”, conta Luís. Já o relato do ambiente que encontrou é tudo menos caloroso. “Lembro- -me que na altura paguei três contos (15 euros) e fui levado para um recanto na mata de Rio de Mouro (concelho de Sintra), onde havia um colchão velho rodeado de arbustos e papéis velhos. Aquilo fez-me imensa impressão e a Lola deve ter dado por bem empregue aquele dinheiro, porque acabei por não lhe dar muito trabalho”, recorda."
Com a crise a prostituição está aí em força.
segunda-feira, março 01, 2010
Cá se escrevem, cá se pagam...
"Confesso que me é difícil desligar a reacção exaltada de uma mulher de algumas recordações carregadas de erotismo."
Está explicado!
Está explicado!
quase literatura
Hoje, lembrei-me deste texto não sei porquê:
"O problema das cabras inférteis é serem cabras inférteis e analfabetas. Muitíssimo carolas. Umas aventesmas dotadas de uma carolice quase alvar, digna de piedade. Porém, se a gente pensar bem no assunto percebe que há nisto a mão divina. Aliás, quanto mais penso, mais sou levada a crer que Deus, Nosso Senhor, Pai de todos as criaturas terrestres, existe mesmo. Porque se Deus não dotou de fertilidade estas caprídeas mulheres (cujos balidos ecoam, em bando, furiosos, pela blogosfera, fazendo béééé) é porque, munido da sua grandiosa perspicácia, percebeu que as suas lanosas vaginas serviam para ser penetradas por apelativos caralhos, de glandes refulgentes e escrotos cheios, mas nunca, jamais, para franquear a chegada de crianças a este mundo. Há mulheres que não têm condições para educar uma criança. Deus, Nosso Senhor, percebendo isso, capou-as. E capou-as muito bem. Coitaditas. Tão desesperadas para ter um filhinho, pequenino e ranhoso, para amar e Deus, Nosso Senhor, esse malandro, esse monstro impiedoso, a não deixar."
Anna de Amsterdam
AVISO: Este Post não foi censurado pelo concílio de trento e é bem ao estilo zazie
Com tanta puta na blogosfera e logo havia de me aparecer aqui uma nazi para criticar o template e os sites linkados.
Quem não pode criticar o conteúdo critica a forma, estou de rastos com esta coisa do template ;))
Aposto que a gaja tem mamas grandes ou faz belos broches, o que justifica que ande por aí a escrevinhar caralhadas em tudo o que é blogue neocon e mesmo assim receba encomiosas prestações.
Está visto, uma gaja que se dedica a criticar templates alheios no meio de caralhadas esotéricas, entre discursos sobre conas e fufas, tem forçosamente de ter mamas grandes e microcefalia. Também deve gostar de porteiras pois, já vi comentários da puta a falar em porteiras pelo menos em quatro blogues.
E passado este pequeno interregno porno chic, sob influência directa das caixas de comentários do trento na língua, recupero a seriedade habitual.
Nota de rodapé - a gaja negou ter hipertrofia mamária, ficam confirmadas as hipóteses alternativas - ser boa nos fellatios e ter microcefalia.
Isto vindo de fontes fidedignas.* Parece que a gaja teve um amante que lhe pôs os cornos com um gajo do BE e depois a moçoila ficou assim... tadita. É como os gajos com stress post - traumático .
Se vir um cravo vermelho deita-se no chão a espumar contra os comunas e os panilas. O Ziprex não tem resultado.
O David Motta já se ofereceu para lhe dar umas lições de bem-vestir, mas nem assim. Não consegue encontrar gajo, e escreve milhares de posts nos poucos blogues que ainda não a barraram. Sabemos quem é.
Nazis merdosos
Adolf Hitler. O discurso nazi sobre a homossexualidade é eloquente. Está lá tudo o que é replicado pelas habituais cabecinhas pensantes - o nojo e o ódio, a questão demográfica, a referência à homossexualidade como doença e medo do contágio, a propagação da raça e, claro está, o bem-estar das criancinhas.
Bento XVI - ecumenismo vivo
No próximo dia 14 de março, o Papa Bento XVI participará de um culto na Christuskirche, o templo da Igreja Evangélica Luterana de Roma, na Via Sicilia. Na celebração do próximo dia 14 de março, que acontecerá às 17h30, participará também o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Está previsto, segundo informa a comunidade luterana, que o Papa Bento XVI pronuncie uma homilia sobre a passagem bíblica “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto” (Jo 12, 20-26). Por sua parte, o pastor Jens-Martin Kruse analisará o primeiro capítulo da 2ª Carta de São Paulo aos Coríntios, que fala do consolo de Cristo nos momentos de maior tribulação. Em declarações ao serviço Notícias Evangélicas (NEV) , Kruse explicou a transcendência desta visita: “Ter o bispo de Roma entre nós será um belo gesto para o ecumenismo na nossa cidade.
a propósito de azougadas
desculpem-me os puritanos do costume, mas anda muito mulherio na blogosfera a precisar de uma boaa foda..
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