domingo, fevereiro 28, 2010

A super população e as catástrofes naturais

È uma inevitabilidade. O excesso demográfico implica que as populações humanas ocupem cada vez mais territórios de risco (do ponto de vista geológico) , a uma escala nunca antes vista da história da humanidade. O Chile é um bom exemplo (em pleno anel de fogo, numa zona crítica e instável, concentra-se uma elevada densidade demográfica. A Madeira é um outro pequeno exemplo, a uma microescala ( tem razão o Jardim, quando há alguns dias desabafou sobre o excesso de população da ilha que explicaria a fixação em zonas de risco - que querem que faça, que os meta em barcos e os mande para o continente?).

As grandes questões sobre o desenvolvimento sustentável têm a ver com a superpopulação à escala global.
A população mundial em 1950 era de 2,5 bilhões de pessoas. Em 2000 já havia mais de 6 bilhões de humanos no planeta. Se nada for feito, a população mundial chegará a mais de 9,2 bilhões de habitantes em 2050, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas. È algo de extraordinário, nunca experienciado à escala humana. O excesso de população humana está também relacionado com a pobreza. Mais de 75% da população humana vive em países subdesenvolvidos e com menos de dois dólares por dia, 22% são analfabetos, metade nunca utilizou um telefone e apenas 0,24% têm acesso à internet.
Ou seja, somos muitos, vivemos muito, reproduzimo-nos demais. Sem predadores para controlar a espécie,  sem políticas de controle de natalidade, será a "natureza" , as hecatombes naturais ou as guerras ( outro resultado da sobrepopulação e  escassez de recursos) a dizimar os "excedentes".

Há outras formas de lidar com o problema e reduzir as inevitáveis catástrofes.
Mas tal passa sempre por um eficaz controlo da natalidade, planeamento familiar e saúde reprodutiva.
"Parece-me
grande claridade
deixar escrito
que o que nos fica
da passagem
se resume
a

filhos

uma frase dita à chuva a alguém solar
o cheiro das mãos remanescente nos livros
tidos em casa como gatos
a cor dos olhos transtornada pelo retrato interior
a caderneta de poupança amarelecendo onde era azul
as sapatas de trazer por casa, o cordão do pijama também
segredos de primeiro-andar num prédio que não era o nosso
o single do Lionel Richie a dizer hello a uma cèguinha bonita
árvores vergadas ao vento frio da infância toda em kodachrome
a pele do planeta um tudo-nada aflorada pelos pés trémulos
termos sido involuntariamente internacionais também
e também a doença que levamos em nosso nome até
que nos leve ela
em nome dela
mas sobre tudo o mais


os filhos."
 
Daniel Abrunheiro

sábado, fevereiro 27, 2010

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Afinal a lei não é contra o Direito à Vida

O Tribunal Constitucional chumbou esta semana os dois pedidos de fiscalização da Lei sobre Interrupção Voluntária da Gravidez. Com sete votos a favor e cinco contra, o conjunto de juízes “decidiu por maioria não declarar a insconstitucionalidade da Lei nº 16/2007”.A votação foi realizada na passada terça-feira.
As duas fiscalizações sucessivas da lei tinham sido solicitadas em 2007, primeiro por um conjunto de 33 deputados à Assembleia da República e mais tarde pelo Presidente da Assembleia Regional da Madeira.

Retrato da Madeira

"Este governo oculto depende mais de solidariedades partidárias do que de qualquer outra lógica, serve para dar empregos e carreiras e prestar serviços de todo o tipo, económicos e políticos. Carreiras invisíveis para a opinião pública, de personagens secundárias a não ser nos “serviços” prestados ao partido. Aparecem como detentoras de grande poder, passando por cima de muitos outras pessoas, algumas com nome, mas que parecem que só emprestaram o nome e recebem os proveitos, sem serem tidas nem achadas em negócios de milhões. Claro que não podiam ignorar, a não ser que a lógica do sistema fosse os seus nomes servirem de cigarras para tapar as formiguinhas diligentes que trabalham para si próprios e para o “chefe”.  A perversão de todo este sistema de governo oculto, que se estende do PSD para a administração, para as empresas públicas, para os “amigos” no privado e na comunicação social, é uma ameaça para a democracia, porque nada disto tem o necessário escrutínio. Já nem sequer me refiro ao escrutínio judicial, que todos tememos ficar à porta de redes de influência muito poderosas, nem ao político, para o qual a ausência do primeiro deixa tudo manco. É, é o polvo, um bicho simpático e inteligente que não merecia servir para descrever estes tentáculos."

A prosa é do Pacheco e adapta-se integralmente à situação da Madeira.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Eu não quero ser má língua

Mas aconselhava este senhor, Ramón Argüelles de seu nome ,   a usar outra roupita a próxima vez que vier falar contra a prevenção da SIDA.....ou contra a homossexualidade...
Tanto rosa-choque parece-me suspeito.

A favor da pureza no México


Começo a compreender a obsessão de tanta beatinha esfomeada pelas questões do sexo ( eles dizem que é pela pureza) .As fotos são de um famoso actor "prófamília" mexicano que estará  presente e será figura de cartaz numa cerimónia "católica" em que alguns jovens vão jurar .... manter-se castos...
Vai lá, vai...
Aqui ficam as imagens dos terríveis impulsos de pureza e castidade que acometem as jovens à sua passagem :


E agora com licença, que só de ver estas imagens do moçoilo fiquei cheia de vontade de rezar um tercinho.

Os tarados do costume

Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma menina de nove anos violada corra o risco que o seu ùtero rebente e lhe provoque a morte e que nada deve ser feito para o evitar.
Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma menina de nove anos corra o risco de eclâmpsia e morte e que nada deve ser feito para o evitar.
Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma criança de nove anos violada corra risco de depressão post. partum e suicídio.
Sei também que para alguns desses tarados a vida  de uma incubadora  menina de nove subnutrida, maltratada  e em risco de vida,  nada vale.
Sei também que alguns desses tarados se dizem os verdadeiros católicos, mas não são.
Penso mesmo que deveriam ser alvo de que uma queixa formal à ordem  a que pertencem , sobre estas posições públicas que atentam contra a mais básica deontologia profissional.