domingo, novembro 09, 2008

Da Tradição

Não é novidade que os ditos tradicionalistas são um saco de gatos e que um preocupante fraco nível intelectual grassa nestes sectores, como muito bem constata esta reflexão:
"As divisões internas por causa do «Summorum Pontificum» põem muitos ainda mais em atitude de defesa. De resto, os tradicionalistas comportam-se cada vez mais como um saco de gatos. Os blogues tradicionalistas deixam bem clara esta situação. Outro aspecto curioso é notar que a esmagadora maioria dos escritos da blogosfera tradicionalista é para dizer mal disto e daquilo. Fica-se com a forte impressão que nada de positivo os move; apenas o «contra». Por exemplo, são raríssimos os temas de fundo de espiritualidade. Cada um escolhe os seus «inimigos de estimação» e toca a debitar «posts», libelos, anátemas e insultos. E, não raro, uns contra os outros. A fragmentariedade de «subpertenças» e «fidelidades» e a forma como se guerreiam é outro sinal de que algo está mal nesta «Dinamarca» tradicionalista... Também não ajuda nada o estilo beligerante, tantas vezes associado ao facto de muitos tradicionalistas mais radicais serem «ex» qualquer coisa: ex-protestantes (é o caso de Msr. Williamson), ex-carismáticos, etc... "
Para além desta pobreza intelectual, da falta de formação teológica e de uma reactividade adolescente, os tradicionalistas estão ligados a coisas bem mais obscuras, que revelam no mínimo uma intensa instabilidade emocional.
“(..)estive em contacto com pessoas que se viriam a revelar absolutamente detestáveis ou simplesmente dispensáveis, de tal forma pode ser o engano de as saber somente nesta via blogosférica.Desses indivíduos tradicionalistas, com quem me cruzei em e-mails e conversas online, poucos me suscitam hoje algum sentimento de confiança. Todos, ou quase na totalidade, acabaram por revelar patologias desconcertantes nos diálogos que mantivemos. Entre elas, a mais frequente foi sempre a da pretensão de criar conflito, muitas vezes partindo do nada como pretexto, como que em estranho culto da controvérsia pela controvérsia. E todo o mal fosse esse, não viesse por arrasto a gravidade de algumas querelas que me assaltaram a caixa de correio eletrónico e mesmo o telefone pessoal. Intrigas, mal-entendidos, confusões nas intenções de parte-a-parte, suspeitas que seriam evitáveis... linhas de privacidade quebradas por um mútuo acordo que veio trazer o maior arrependimento! Não bastavam as pequenas discordâncias nas minúcias teológicas e doutrinárias - as que, de certa forma, continuam a não nos permitir melhores acordos para partir à acção. Não! Vi-me confrontado com os mais loucos enredos, mentiras, mexericos quanto baste e maquinações contra irmãos de armas. O resultado? Meia dúzia de mentes esclarecidas perdendo tempo em questiunclas pessoais, que em tudo acabavam por fugir ao essencial, envolvendo terceiros, quebrando o direito ao bom-nome e a não ver a vida difamada, julgada, caluniada, investigada e colocada sob suspeita, como a minha”.
O que corrobora o meu juízo sobre o tema e os seus protagonistas.

Manifs

Ponho-me a escutar as mensagens dos professores na manif e não percebo.
Parece que único problema é a avaliação. Outros falam de burocracias e papeis entre lágrimas. Continuo sem perceber o motivo da contestação.
Sendo professores, seria de esperar um discurso mais estruturado que chegasse aos pais e alunos. Nada. Entretanto, o ambiente lembra-me vagamente (mais uma vez) o cortejo da queima em fim de festa.

Nota de rodapé - O PP fez um comentário sobre o tema em verso - uma quadra de rima perfeita. Ridículo.

sábado, novembro 08, 2008

Hope

"Hoje, na noite do mundo e na esperança da Boa Nova, eu afirmo com audácia minha fé no futuro da humanidade. Recuso crer que as circunstâncias actuais tornem os homens incapazes de fazer uma terra melhor. Recuso crer que o ser humano não seja mais do que um boneco de palha agitado pela corrente da vida, sem ter a possibilidade de influir minimamente no curso dos acontecimentos. Recuso-me a partilhar a opinião dos que pretendem que o homem está de tal maneira prisioneiro da noite sem estrelas, da guerra e do racismo, que a aurora luminosa da paz e da fraternidade não possa nunca tornar-se realidade. Recuso fazer minha a predição cínica daqueles que dizem que os povos mergulharão, um após outro, no turbilhão do militarismo, até o inferno da destruição termonuclear. Eu creio que a verdade e o amor incondicionais terão efectivamente a última palavra. A vida, ainda que provisoriamente derrotada, é sempre mais forte que a morte. Eu creio firmemente que, mesmo no meio das bombas que explodem e dos canhões que troam, permanece a esperança de um amanhã radioso. Ouso crer que, um dia, todos os habitantes da terra poderão receber três refeições por dia para a vida de seu corpo, a educação e a cultura para a saúde de seu espírito, a igualdade e a liberdade para a vida de seus corações. Creio, igualmente, que um dia toda a humanidade reconhecerá em Deus a fonte do seu amor. Creio que a bondade salvadora e pacífica um dia será lei. O lobo e o cordeiro poderão repousar juntos, todo homem poderá sentar-se sob a sua figueira, na sua vinha e ninguém terá motivo para ter medo. Creio firmemente que triunfaremos." (Martin Luther King) Traduzino no Palombella Rossa

Les plans de construction d'Auschwitz découverts.

E serão dois numa só carne




A roupa da mulher segundo os Rad Traps

"É preciso lembrar às raparigas que o homem se excita principalmente através dos olhos.Então, cuidado com a roupa que usas; com os decotes, com o comprimento das saias… Não ponhas “pólvora” no sangue do teu namorado se não queres vê-lo “explodir”. "
Ou seja, segundo a Canção Nova, na linha de outros Rad Trads, os homens, taditos, explodem por qualquer coisita (ejaculação precoce?), logo, as casta fêmeas católicas têm de andar sem decotes e de saias pelos pés. Acho mesmo que deviam em definitivo tapar os pés.
Afinal há sempre os que se excitam brutalmente com uns belos pés femininos.

Rad Trads , castidade e roupas

A defesa dos valores morais da castidade e do pudor, por parte de fundamentalistas religiosos está directamente relacionada com violações dramáticas de direitos humanos fundamentais e da violência contra as mulheres.
"O Alcorão contém várias passagens que se debruçam sobre a roupa e o adorno a serem empregues pelas mulheres, nomeadamente Sura XXIV, versículo 31 e Sura XXXIII, versículos
53 e 59, que seguem na íntegra, numa tradução portuguesa.
XXIV: 31 "Diz às crentes que baixem os olhos e observem a continência, que não mostrem os seus ornamentos; que cubram o peito com seus véus e não mostram os seus atractivos, a não ser aos seus esposos, seus pais, seus sogros, seus filhos, seus enteados, seus irmãos, seus sobrinhos, às mulheres suas servas, ou aos escravos ou servos varões sem desejos carnais, ou às crianças que não ligam à nudez das mulheres; que não agitem os seus pés enquanto andam, para que não chamem à atenção sobre seus ornamentos ocultos."
XXXIII: 59 "Ó Profeta, diz a tuas esposas, a tuas filhas e às mulheres dos crentes que se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas."
Os motivos que os islâmicos adiantam para o uso do véu são vários. Um primeiro grupo de razões prende-se com a função simbólica da roupa. A mulher propriamente vestida mostraria ser uma muçulmana devota, portanto casta, e daria a entender que o seu marido e os seus parentes masculinos são homens de virtude (ver Alcorão Sura XXXIII, versículo 59). A
roupa ajudaria a afastar o "pecado", dela e dos homens que vai encontrar. De acordo com este raciocínio, o véu ou a burka servem para evitar o assédio sexual e para ajudar a manter a castidade, até o casamento. Protege contra o risco de transgressão de normas sexuais.
O mal tem origem na mulher, já que estaria sujeita a pecar por vaidade e ciúmes. É no comportamento dela que se deve procurar as causas de assédio sexual e de actividade sexual ilícita. Desde 1978 no Paquistão, inúmeras mulheres foram presas, acusadas de violação, e isso porque, ao apresentar uma queixa de violaçãoo, elas próprias são consideradas cúmplices e adúlteras".
A ler aqui.