sexta-feira, outubro 31, 2008

Rad Trads

Campanha pela vida

Violência doméstica já matou 40 mulheres
00h30m
São cerca de 40 as mulheres assassinadas, de Janeiro até agora, vítimas de violência doméstica. O número é alarmante e corresponde a um aumento significativo, em relação a 2007, quando se verificaram um total de 25 homícidios, menos 15 do que os ocorridos só nos dez primeiros meses do ano em curso.
De acordo com dados de Setembro último, do Observatório de Mulheres Assassinadas, um departamento da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), os distritos de Lisboa e do Porto são os de maior incidência de homicídios de mulheres vítimas de violência doméstica, praticados por maridos, ex-maridos, companheiros ou ex-companheiros, namorados ou ex-namorados.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Públicas virtudes

Membro do PNR preso por auxiliar imigração ilegal e ter uma cadeia de bordéis
Um dos mais fervorosos adeptos da extrema-direita em Portugal está agora preso por auxílio à imigração ilegal, o que vai contra aos ideais do seu partido. O homem explorava em quatro bordéis cerca de 30 prostitutas
.

Ouvido de passagem.


Diz o rapaz:

- Eu se estiver muito tempo sem ter sexo, tenho sonhos eróticos. Achas normal?

- Tem piada, a mim acontece-me o mesmo. Tenho montes de orgasmos a dormir - responde a rapariga do lado.
Ora ainda bem, pensei eu. Dois jovens saudáveis.

Combate ao cancro da mama



Sei os teus seios. Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,

Despontam, alegres, os teus seios.
Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus(Banal imagem) a colinas!
Com donaire avançam os teus seios,

Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p’la manhã? Quantas vezes

Quantas vezes, interrogastes, ao espelho, os seios? Tão tolos os teus seios!

Toda a noite

Com inveja um do outro, toda a santa

Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!S

seios decrépitos e no entanto belos

Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar

Em desesperadas, quarentonas lágrimas…

Seios fortes como os da Liberdade-Delacroix-guiando o Povo.
Seios que vão à escola p’ra de lá saírem

Direitinhos p’ra casa…

Seios que deram o bom leite da vida

A vorazes filhos alheios!
(...)Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

(...)Pouso a cabeça no teu seio

E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos

Sobre um pequeno ser .

Alexandre O’Neill

quarta-feira, outubro 29, 2008

Café da Manhã

A notícia ocupa meia dúzia de linhas num cantinho do jornal diário. Ontem, numa aldeia da Somália ocupada por milícias de radicais islãmicos uma mulher de 23 acusada de adultério foi apedrejada até à morte, enquanto os elementos da milícia, armados, impediam qualquer hipótese de salvamento. Mesmo assim, uma criança furou o o cordão militar e tentou proteger a mulher. Foi abatida a tiro, juntamente com um outro familiar. O horror da descrição jornalística, bate-me na alma enquanto tomo o café da manhã. Sei que parece completamente inútil este horror perante o mal absoluto, penso nesta criança abatida a tiro para defender uma mulher ( mãe? irmã mais velha?) de uma multidão ululante, penso na outra mulher que foi salva por um homem que se curvou a rabiscar coisas na poeira, penso que estas mortes, como outras, não podem ser aceites com uma passividade sombria, têm de fazer mover alguém,
enquanto houver violações destas somos todas nós as apedrejadas, a criança abatida a tiro é o nosso filho, muitos dos que nos rodeiam têm pedras e sangue nas mãos, não é possível tolerar mais esta barbárie e, no meio do horror, fica o gesto daquele menino, o seu último gesto de amor ao proteger uma mulher ensanguentada antes de ser abatido como um cão, penso no Outro também abatido como um cão em nome da moral e bons costumes religiosos, o tal que se recusava a atirar pedras, penso no mal que se cola aos dedos como tinta do jornal enquanto o café arrefece, penso no que podemos nós fazer, nós, os Zés-Ninguéns deste mundo, os que assistimos às lapidações do lado de cá, braços cruzados,
foi ontem, precisamente ontem e não há dois mil anos, a mulher morta é a nossa vizinha, a criança abatida morava na casa ao lado, os que empunhavam as pedras são da nossa família.

terça-feira, outubro 28, 2008

Causas de morte

Á escala global, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte, sobretudo entre as mulheres. Os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais são a causa de 32% de todas as mortes no sexo feminino e representam 27% entre os homens, segundo um relatório sobre o estado da saúde no Mundo da OMS, que analisou dados referentes ao ano de 2004. Pelo menos 80% das mortes por problemas do coração e dos vasos sanguíneos poderiam ser prevenidas com alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico e cessação tabágica.

Anedotário

De entre o anedotário Rad Trad destaca-se o saudoso arfar pelo arcaico sistema monárquico, só explicável por uma profunda ignorância da história de portugal. Desconhecem concerteza os crimes cometidos pelos protagonistas da monarquia católica em toda a sua integridade. Em portugal tivemos de tudo - monarcas loucos, psicopatas, homicidas, pedófilos, efeminados e adúlteros. Tivemos de tudo neste romântico sistema monárquico português: pais contra filhos, filhos contra mães, assassinatos e tortura de familiares proximos como irmãos e cunhados, rainhas loucas que dormiam com o jardineiro, torturas, complots, manobras palacianas, incestos, casamentos forçados, concubinatos, filhos bastardos que ascenderam ao trono , violações, tudo regado com o bom vinho português e um marialvismo castrado.
Basta dizer que a monarquia portugesa começou com um filho brutal com a sua própria mãe para perceber a superioridade moral do sistema tão integralmente católico.