segunda-feira, março 31, 2008
Souviens toi
domingo, março 30, 2008
A culpa é do eduquês
Conversas de adolescente
sábado, março 29, 2008
Políticas natalistas

Para os preocupados com a baixa de natalidade
O PRIMEIRO HOMEM GRÁVIDO.
Já aconteceu.Um caso - este verídico - aqui.
Bode expiatório
Em passant, a utilização vergonhosa do incidente para campanha de marketing do ensino privado. Como se no ensino privado não houvesse alunos mal educados e /ou professores incompetentes...
Entretanto, vale a pena ler.
A autoridade dos professores
quarta-feira, março 26, 2008
O pior cego é o que não quer ver
A análise das imagens não deixa dúvidas. Uma sala de aula normal, bem equipada, uma turma pequena, alunos que aparentemente pertencem a um contexto socioeconómico de classe média ou eventualmente classe média alta. Nada do cenário catastrofista dos profs vitimizados por bandos de potencias serial-killers.
Nada nas imagens permite deduzir que são alunos particularmente problemáticos ou violentos.O que é então chocante, nestas imagens?
O facto de haver um adolescente “engraçadinho” que tenta por todas as formas chamar atenção dos seus pares – e da professora - na esperança que alguém lhe imponha limites?
Não, nada disso é chocante. È um comportamento adolescente típico. Comum em quase todas as salas de aula.Mais uma vez, há colegas importunados por este comportamento turbulento e manipulativo.
O que é chocante, da observação das imagens, é verificar que em alguns momentos da aula, tudo acontece com um professor completamente desatento aos contextos e às interacções dos alunos. Tem-se a impressão de que os alunos estão completamente em “roda livre”, entregues a si mesmos, face a um adulto professor que se demite do que se espera de um adulto – supervisionar as dinâmicas do grupo, impor limites, sinalizar comportamentos inaceitáveis. Estar atento, simplesmente.
Se este é o clima institucional e organizacional que se vive nas nossas escolas, acho que a cena do telemóvel é perfeitamente compreensível e expectável.
Nota final – A professora em causa pode até ser uma excelente profissional, com um momento de desatenção ou de cansaço que todos nós podemos ter.
A questão não é esta professora em si mas o ambiente, o comportamento e uma atitude de total lassidão e desatenção que “grassa” no corpo docente e que se traduz por expressões do tipo – “não estou para me maçar”. Recomendo-lhes a leitura de O Deus das Moscas, do Nobel William Golding
Depois não se queixem.
Ao conhecimento da DT ou do Senhor Procurador
Espanca uma colega da escola por causa de uma cena no HiFi.
A colega é espancada, humilhada e insultada durante longos minutos enquanto as outras criancinhas filmam, comentam e riem. A cena de humilhação e espancamento foi até agora vista por mais de 600.000 viewers. A pita Marília não é apenas histérica ou mal educada, espanca acolega , ameaça a vítima de morte e afirma que vai fazer queixa dela à “ DT”. Parece que a DT vai saber do comportamento da vítima que “JUSTIFICA” o espancamento .
Claro que a vítima brutalizada pelo grupo durante longos minutos não vai falar nem fazer queixa.
Mais - a pita Marília tornou-se rapidamente numa heroína da escola e outros filmes no youtube reproduziram a cena humilhante. Chama-se a isto cyberbullying e já há casos documentados de adolescentes vítimas de homicídio e suicídio.
Estamos num espaço público, numa zona escolar. Nenhum adulto interferiu.
Delírio
De uma só penada desvaloriza-se e cobre-se de ridículo o sistema judicial (que em vez de minudências desconexas deveria focar a sua atenção em questões da sua esfera), e desvaloriza-se ainda mais os professores e as escolas, passando um atestado público de incompetência aos docentes e às escolas para gerir questões internas meramente disciplinares.
SE se tratasse verdadeiramente de matéria criminal – bandos organizados, burla, furto, agressão física, tentativa de homicídio, posse de arma, tráfico de droga – aí sem já faria sentido o ministério público actuar, sempre tendo em conta que alguns destes crimes dependem da queixa dos lesados.
Mas não se trata de nada disto – arranjaram agora um bode expiatório ridículo – uma miúda de 17 anos, com um comportamento sancionável em sala de aula é certo, mas nada que se possa sequer assemelhar a qualquer tipologia criminal de crime público.
A insanidade deste processo é inacreditável.