Respondi ao desafio sobre o livro que estou aler e reenviei a pergunta ao migalhas e ao
http://spiritualcare.blogspot.com/. Com a vantagem de serem muitos, o que “arruma" a questão.
quinta-feira, novembro 08, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
Pedro Arroja, conhecido pelo seu antisemitismo entrou agora numa orgia ideológica do fundamentalismo religioso.
Curiosamente os argumentos que utiliza têm sido esgrimidos de uma forma mais subtil a bastante mais inteligente por Ratzinger himself e algumas seitas catolaicas militantes.
O pressuposto é que as sociedades seculares , livres , modernas e democráticas, a que nos habituámos nos últimos dois séculos a considerar como o paradigma da “cultura ocidental”, estão em risco.
“Os ateus e os agnósticos vão deixar de estar na moda e vêm aí tempos difíceis para eles “
Mas o risco de viver em liberdade e democracia (algo que só o secularismo permitiu em toda a história da humanidade) e o emergir do fundamentalismo religioso islâmico, associado ao terrorismo e à violência extrema, são para estes ideólogos , justificados e justificáveis:
“Apesar de alguns desencontros históricos, as religiões cristã e muçulmana acabaram por saber conviver sob condições de respeito e tolerância mútua. Aquilo que os muçulmanos ressentem não são os valores cristãos que eles, em parte, partilham e já conhecem há muitos séculos. Aquilo que eles ressentem é a nossa falta de valores e, em particular, o secularismo militante, o desaparecimento da sociedade da ideia que é a fonte de todos os valores - a ideia de Deus.”
OU seja o fundamentalismo religioso é justificável e a culpa dele é o laicismo do estado.
Ratzinger escreveu isso mesmo há uns tempos atrás e as posições públicas do Vaticano relativas aos direitos humanos e ao estado laico são extremamente próximas das dos lideres muçulmanos.
Tem razão numa coisa o Arroja.
Advinham-se tempos difíceis para os que acreditam na liberdade.
Volto ao post anterior.
Faz-lhes falta uma manhã sentados num banco de consulta do IPO.
Curiosamente os argumentos que utiliza têm sido esgrimidos de uma forma mais subtil a bastante mais inteligente por Ratzinger himself e algumas seitas catolaicas militantes.
O pressuposto é que as sociedades seculares , livres , modernas e democráticas, a que nos habituámos nos últimos dois séculos a considerar como o paradigma da “cultura ocidental”, estão em risco.
“Os ateus e os agnósticos vão deixar de estar na moda e vêm aí tempos difíceis para eles “
Mas o risco de viver em liberdade e democracia (algo que só o secularismo permitiu em toda a história da humanidade) e o emergir do fundamentalismo religioso islâmico, associado ao terrorismo e à violência extrema, são para estes ideólogos , justificados e justificáveis:
“Apesar de alguns desencontros históricos, as religiões cristã e muçulmana acabaram por saber conviver sob condições de respeito e tolerância mútua. Aquilo que os muçulmanos ressentem não são os valores cristãos que eles, em parte, partilham e já conhecem há muitos séculos. Aquilo que eles ressentem é a nossa falta de valores e, em particular, o secularismo militante, o desaparecimento da sociedade da ideia que é a fonte de todos os valores - a ideia de Deus.”
OU seja o fundamentalismo religioso é justificável e a culpa dele é o laicismo do estado.
Ratzinger escreveu isso mesmo há uns tempos atrás e as posições públicas do Vaticano relativas aos direitos humanos e ao estado laico são extremamente próximas das dos lideres muçulmanos.
Tem razão numa coisa o Arroja.
Advinham-se tempos difíceis para os que acreditam na liberdade.
Volto ao post anterior.
Faz-lhes falta uma manhã sentados num banco de consulta do IPO.
Consulta externa de oncologia
Os locais de espera para consultas do IPO devim ser ponto obrigatório de passagem por políticos e pseudoelites intelectuais. De preferência como observadores participantes, com o processo clínico na mão sem resultado de biópsia.
São 11horas e no banco ao lado um velho de 76 anos cantarola o hino nacional para uma jovem que ali conheceu e lhe confessou em amena cavaqueira que não faz a menor ideia de como se canta. Já falou de angola, moçambique, de história, do estado novo e política, com uma leveza de antiga quarta classe que a jovem de trinta e poucos não consegue nem de perto nem de longe acompanhar.
O velho compõe a manta da mulher, exausta, na cadeira de rodas ao lado, depois de uma sessão de quimioterapia.
São 11horas e no banco ao lado um velho de 76 anos cantarola o hino nacional para uma jovem que ali conheceu e lhe confessou em amena cavaqueira que não faz a menor ideia de como se canta. Já falou de angola, moçambique, de história, do estado novo e política, com uma leveza de antiga quarta classe que a jovem de trinta e poucos não consegue nem de perto nem de longe acompanhar.
O velho compõe a manta da mulher, exausta, na cadeira de rodas ao lado, depois de uma sessão de quimioterapia.
Mulheres estejam caladas lançou-me um simpático desafio que circula na net:
“para dizermos o que diz na pag 161 do livro que estamos a ler..”
Assim de repente abro o livro na referida página e cito, ao acaso, alguns parágrafos:
“Cerca de 50% dos suicídios envolvendo mulheres, em todo o mundo acontecem na sociedade chinesa. As características únicas do suicídio na sociedade chinesa estão talvez relacionadas com um contexto sócio-cultural particular caracterizado por uma compreensão local do suicídio como um acto moral ou uma forma de protesto, (…), por alterações económicas e pelo factores de stress que acompanham as respectivas reformas, pela opressão exercida sobre as mulheres numa sociedade patriarcal, que transforma o suicídio numa alternativa trágica a situações sociais insuportáveis (…) "
Quartilho, AJR (2001) Cultura, psiquiatria e Medicina, Coimbra:Quarteto
“para dizermos o que diz na pag 161 do livro que estamos a ler..”
Assim de repente abro o livro na referida página e cito, ao acaso, alguns parágrafos:
“Cerca de 50% dos suicídios envolvendo mulheres, em todo o mundo acontecem na sociedade chinesa. As características únicas do suicídio na sociedade chinesa estão talvez relacionadas com um contexto sócio-cultural particular caracterizado por uma compreensão local do suicídio como um acto moral ou uma forma de protesto, (…), por alterações económicas e pelo factores de stress que acompanham as respectivas reformas, pela opressão exercida sobre as mulheres numa sociedade patriarcal, que transforma o suicídio numa alternativa trágica a situações sociais insuportáveis (…) "
Quartilho, AJR (2001) Cultura, psiquiatria e Medicina, Coimbra:Quarteto
quinta-feira, novembro 01, 2007
Ranking
Uma relação entre número de alunos (número de exames) e posição no ranking (nota nos exames) de escolas privadas e públicas. O que observamos é que as escolas privadas não têm resultados muito diferentes das públicas, que a diferença entre médias é maior em escolas com menos alunos e que só nessas, onde a selecção social, económica e académica é naturalmente maior, algumas escolas privadas se destacam. Um dado: a média das escolas privadas é de 10,75, a das públicas de 10,05.
portugal contemporâneo: na massa do sangue - O antisemitismo justificado
E, por falar em "bodes expiatórios" ou análises distorcidas de fragmentos da história
portugal contemporâneo: na massa do sangue
portugal contemporâneo: na massa do sangue
Para a gente se rir
“Seria "como um boneco de cera aí para as brincadeiras", num "reinar" que uns dizem "saudável". "Para a gente se rir". Um homem que fora bonito na juventude, rapagão quase perfeito, de mãos erguidas no ar a segurar a arma da tropa. E um sorriso na expressão. Com a vida entortada por um divórcio indesejado na passagem por Lisboa, "deu-se à paixão, à tristeza. Começou a andar com a cabeça de lado" e a "dedicar-se à bebida". Era o "Maná", uma pessoa "sensivelmente normal", seja lá o que isso for na compreensão de quem fez dele um bobo da corte. Porque "era bondoso".
A bondade ou uma certa simplicidade de coração podem transformar alguém mais frágil ( pelo seu comportamento, pela sua idade, pelo seu estado de saúde ou pela sua sensibilidade )em vítima.
O bode expiatório “natural” de um grupo de pessoas ditas normais que descarrega o seu gozo sádico num outro ser humano.
Não é nada de enovo.
O cinismo e a desconfiança para com os outros são mais protectores.
A bondade ou uma certa simplicidade de coração podem transformar alguém mais frágil ( pelo seu comportamento, pela sua idade, pelo seu estado de saúde ou pela sua sensibilidade )em vítima.
O bode expiatório “natural” de um grupo de pessoas ditas normais que descarrega o seu gozo sádico num outro ser humano.
Não é nada de enovo.
O cinismo e a desconfiança para com os outros são mais protectores.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Crucificado
Os adolescentes decidiram fazer uma brincadeira. Tratava-se de torturar um homem indefeso, mais ou menos embriagado. Acharam piada. A tortura foi pública e ninguém interviu para salvar a vítima. Um homem morreu de uma forma atroz.. .
Os homicidas, na maioria jovens eram “bons rapazes”, um deles ex- seminarista.
Qualquer semelhança entre este caso e o de Gisberta, não é mera coincidência.
Os homicidas, na maioria jovens eram “bons rapazes”, um deles ex- seminarista.
Qualquer semelhança entre este caso e o de Gisberta, não é mera coincidência.
Os relacionamentos amorosos não são lineares nem previsíveis. Contudo há algo que parece inevitável – o padrão de relacionamento entre duas pessoas delineia-se muito rapidamente a partir da primeira fase do envolvimento amoroso. Os códigos de conduta inscritos e os modelos de relação, na verdade não variam muito com o tempo.
Por exemplo, se um ama mais que o outro, esse padrão tende a manter-se.
SE um é mais dependente e o outro mais prepotente, essa “equilíbrio “ de forças tende a perpetuar-se. Se um tem uma relação de entrega e compromisso e o outro tacteia estratégias de auto protecção, dificilmente essa situação se alterará com o tempo. Em boa verdade a forma como duas pessoas se relacionam amorosamente fica estabelecida nas fases iniciais do envolvimento. E é esse padrão que se mantém.
SE houver uma alteração brusca quase sempre é no sentido da ruptura.
Por exemplo, se um ama mais que o outro, esse padrão tende a manter-se.
SE um é mais dependente e o outro mais prepotente, essa “equilíbrio “ de forças tende a perpetuar-se. Se um tem uma relação de entrega e compromisso e o outro tacteia estratégias de auto protecção, dificilmente essa situação se alterará com o tempo. Em boa verdade a forma como duas pessoas se relacionam amorosamente fica estabelecida nas fases iniciais do envolvimento. E é esse padrão que se mantém.
SE houver uma alteração brusca quase sempre é no sentido da ruptura.
Subscrever:
Mensagens (Atom)