quarta-feira, maio 09, 2007

Alguém viu esta menina?


Nunca em Portugal o desaparecimento de uma criança activou tantos meios policiais, suscitou tanto interesse mediático e provocou uma onda de solidariedade tão intensa, meso na internet.
Só é pena que tal não se repita de cada vez que desaparece uma criança portuguesa.
Sabe-se que se uma criança raptada não for encontrada nas primeiras vinte e quatro horas, as possibilidades de aparecer viva são reduzidas.
Apesar dos “visionamentos” fruto da sugestão, Madeleine , neste momento já não deve estar viva. O que as autoridades buscam é um cadáver e um potencial homicida, provavelmente um pedófilo e provavelmente de nacionalidade inglesa, e provavelmente muito próximo dos hábitos daquela família.
Os contornos deste “rapto” enchem de terror qualquer pai e mãe. Um momento de algum facilitismo e um intruso rouba uma filha. Aliado ao terror da perda, está o horror da pedofilia ou do tráfico de crianças. Dos actos isolados ás redes transnacionais, os crimes contra as crianças são hoje uma ameaça global, que afecta sobretudo os meninos e as meninas de países subdesenvolvidos.
Há milhões e milhões de Madeleines por esse mundo fora e estes crimes horrendos devem ser denunciados e combatidos.
Mas, o mais importante de tudo é sermos capazes de proteger os nosso filhos de predadores e de os educar para a segurança e responsabilidade. Sem entrarmos em paranóias de insegurança. Confesso que não é um equilíbrio fácil.

sábado, maio 05, 2007

A mãe


"A Bíblia põe na boca de Deus estas palavras: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, eu nunca te esqueceria. Juro pela minha vida."
Segundo E. Fromm, o psicanalista heterodoxo, é na mãe que encontramos o modelo ideal do amor.

De facto, o que é que procuramos senão o amor incondicional? Ora, a mãe ama o filho/filha não porque ele ou ela têm estas ou aquelas qualidades, não pelo que são, mas pura e simplesmente porque são.Também deste modo encontramos uma boa imagem para Deus.
O espantoso na mãe é que ela continua ela, mas, grávida, há nela, sem deixar de ser ela, lugar para o outro dela - o filho ou a filha -, e, ao longo da vida, ao mesmo tempo que eles podem sempre contar com ela o que ela quer é que eles sejam eles. São Paulo foi a Atenas dizer que "é em Deus que vivemos, nos movemos e existimos". É em Deus que somos, tudo é em Deus, mas, como a mãe, Deus quer ao mesmo tempo a autonomia das criaturas, dos homens e das mulheres."
Anselmo Borges

quinta-feira, maio 03, 2007


Curiosamente, os ecos do debate em França entre Sarko e Segolene, não apontam para questões ideológicas, políticas ou mesmo económicas e centram-se no tom de indignação desta num momento do confronto. Fala-se mesmo em “agressividade”.
Num debate decisivo para as eleições presidenciais ninguém colocaria o foco num momento mais vivo do debate se o seu interveniente não fosse uma mulher. Sarko manifestou a sua surpresa (não seria de esperar que uma fêmea humana fosse dócil?), e subjacente a esta discussão estão os habituais estereótipos sexistas.

Uma mulher é instável, emocionalmente.

Podemos colocar nas mãos de uma mulher o poder de controlar a bomba atómica?
Foto - Mulher prepara-se para ser vergastada publicamente em cumpriemnto da sharia.

quarta-feira, maio 02, 2007


Uma mutação genética do gene WKL1, do cromossona 22 parece estar fortemente associada ao aparecimento da esquizofrenia catatónica.

Outros dados recentes parecem suportar a ideia de que há uma relação entre uma inteligência elevada e os transtornos esquizofrénicos, documentada no filme mentes brilhantes.

Os investigadores examinaram uma variação comum de um gene, o DARPP-32, que faz com que a região do cérebro responsável pelo raciocínio mais sofisticado seja mais eficiente, melhorando o processo de transmissão de informações. Mas, ao que parece, esta variação está também relacionada com maior incidência de esquizofrenia nos sues portadores.

Que o aparecimento da esquizofrenia está relacionado com factores genéticos é um dado adquirido suportado por inúmeros estudos epidemiológicos. Mais recentemente, a investigação tem-se centrado na pesquisa da identificação de genes específicos que expliquem o aparecimento desta patologia, estando já identificados um conjunto de genes.
Mas a vulnerabilidade genética não explica tudo.
Por enquanto.

Na web, tudo está no mesmo plano.
Uma criança de cinco anos e uma multinacional podem interagir virtualmente num plano de igualdade. Mas esta igualdade virtual não deixa de ser isso mesmo - virtual.
Não é assim tão óbvia e definitiva, já que o território da web, movediço, paradoxal, urdido por inúmeros mapas e percursos, num hiperdocumento intemporal, tem as suas próprias armadilhas de exclusão e violência.

Um mundo volátil

"A globalização arrasta as economias para a produção do efémero e do volátil (por meio da redução em massa e universal da durabilidade dos produtos e dos serviços) e do precário (empregos temporários, flexíveis, de meio expediente)." Zygmunt.

A indústria do precário e do volátil estende-se depois ao domínio da arte, da ciência, do artesanato das ideias e, definitivamente, das relações interpessoais.

terça-feira, maio 01, 2007


Em França o ambiente é fervilhante.
Desta vez as eleições não vão apenas decidir-se nos clássicos debates televisivos.
A blogosfera turbilha e é aí, neste espaço virtual que se joga o futuro da política.

Acto falhado

O presidente do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou esta terça-feira, na Madeira, que «o trabalho liberta», recorrendo a um dos lemas nazis mais utilizados nos campos de concentração durante a II Grande Guerra.

Os mundo imaginário de Moebius, as construções oníricas dos faunos ou a poesia em pedra.




Deus, se existe, tem qualquer coisa de Gaudi.


A forma como este desconstrói a organização geométrica espacial das linhas da arquitectura possível
e a transforma em ondulações imprevistas, conexões improváveis ou equilíbrios suspensos.

A arquitectura de gaudi lembra-me
a profusão de vida marinha nos corais.
Os Criadores divertem-se criar e a sua obra é tanto mais bela quanto o génio do seu delírio criativo.