quarta-feira, maio 02, 2007


Na web, tudo está no mesmo plano.
Uma criança de cinco anos e uma multinacional podem interagir virtualmente num plano de igualdade. Mas esta igualdade virtual não deixa de ser isso mesmo - virtual.
Não é assim tão óbvia e definitiva, já que o território da web, movediço, paradoxal, urdido por inúmeros mapas e percursos, num hiperdocumento intemporal, tem as suas próprias armadilhas de exclusão e violência.

Um mundo volátil

"A globalização arrasta as economias para a produção do efémero e do volátil (por meio da redução em massa e universal da durabilidade dos produtos e dos serviços) e do precário (empregos temporários, flexíveis, de meio expediente)." Zygmunt.

A indústria do precário e do volátil estende-se depois ao domínio da arte, da ciência, do artesanato das ideias e, definitivamente, das relações interpessoais.

terça-feira, maio 01, 2007


Em França o ambiente é fervilhante.
Desta vez as eleições não vão apenas decidir-se nos clássicos debates televisivos.
A blogosfera turbilha e é aí, neste espaço virtual que se joga o futuro da política.

Acto falhado

O presidente do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou esta terça-feira, na Madeira, que «o trabalho liberta», recorrendo a um dos lemas nazis mais utilizados nos campos de concentração durante a II Grande Guerra.

Os mundo imaginário de Moebius, as construções oníricas dos faunos ou a poesia em pedra.




Deus, se existe, tem qualquer coisa de Gaudi.


A forma como este desconstrói a organização geométrica espacial das linhas da arquitectura possível
e a transforma em ondulações imprevistas, conexões improváveis ou equilíbrios suspensos.

A arquitectura de gaudi lembra-me
a profusão de vida marinha nos corais.
Os Criadores divertem-se criar e a sua obra é tanto mais bela quanto o génio do seu delírio criativo.

segunda-feira, abril 23, 2007

Forum filosofia

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O discurso de Sarkozy foi muitíssimo feminino.
Apaixonante e apaixonado, num tom claramente emocional de apelo ao sentimentalismo poético, apresentou-se como o único capaz de proteger os fracos, os vulneráveis, de acolher os estropiados da vida, de dar colo aos infelizes, "aos que dão muito e não recebem nada, aos abandonados".
Um discurso de maternage em que a palavra coração associado á política, surge a cada passo.
Não deixa de ser irónico que um político tradicionalista que se degladia com uma mulher use e abuse de um discurso tragicamente feminino, em contraste coma racionalidade serena do discurso de Segolene. ( De acordo com os estereótipos socialmente dominante sobre os padrões de comportamento feminino e masculino).
Aposto que Segolene vai perder.
Por uma razão freudiana– é a mãe quem tem mais poder.

Memórias de um país salazarento



A história da carochinha, descoberta precocemente graças a um anúncio televisivo, atormentou a minha alma de criança pelo fim trágico do joão ratão.
Aliás a descoberta da história da carochinha, coincidiu com a descoberta dos ferros de engomar a carvão, graças a uma dolorosa queimadura na mão esquerda, resultante da curiosidade inocente.
Até aí, os ferros de engomar que tinha visto eram todos eléctricos e na cozinha não havia apenas mulheres.
Todas estas descobertas coincidiram com a minha chegada a Portugal, um país atrasado, escuro, sufocante e surreal, mesmo para o olhar guloso de uma criança habituada a outras latitudes.

Revolução demográfica



Silenciosa mas inexoravelmente, vamos construindo uma sociedade de gerontes.
È possível que durante este século que se inicia a esperança média de vida humana nos países desenvolvidos ultrapasse os cem anos.
Os culpados? Os avanços da medicina e das biotecnologias.
Ao contrário dos dramatismos histéricos dos “natalistas”, o grande desafio da humanidade nas próximas décadas será a explosão demográfica, que afectará o desenvolvimento económico e exercerá uma forte pressão sobre os recursos do planeta, segundo a ONU.