
O discurso de Sarkozy foi
muitíssimo feminino.
Apaixonante e apaixonado, num tom claramente emocional de apelo ao sentimentalismo poético, apresentou-se como o único capaz de
proteger os fracos, os vulneráveis, de acolher os estropiados da vida, de dar colo aos infelizes, "aos que dão muito e não recebem nada, aos abandonados".
Um discurso de
maternage em que a palavra
coração associado á política, surge a cada passo.
Não deixa de ser irónico que um político tradicionalista que se degladia com uma mulher use e abuse de um
discurso tragicamente feminino, em contraste coma
racionalidade serena do discurso de Segolene. ( De acordo com os estereótipos socialmente dominante sobre os padrões de comportamento feminino e masculino).
Aposto que Segolene vai perder.
Por uma razão freudiana–
é a mãe quem tem mais poder.