segunda-feira, outubro 30, 2006

Momento zen do dia



"ò pai, então tu, que andas a ver a guerra das estrelas há trinta anos, não sabes quanto é um parsec?


* Parsec = 3, 26 anos luz.

terça-feira, outubro 24, 2006

Vida de Mulher


No Jornal de Notícias: Mulheres "curam" disfunção eréctil

E novidades?

Razões do Não

Por lapso imperdoável confundi o blogue Razões do Não com o outros blogues do Não.

Passe embora a proximidade da linguagem e dos objectivos, há que distinguir veementemente o Blogue da Manuel, que pretende um debate sereno, de outros blogues subscritos por "camisas negras" e neofascistas onde o terrorismo é lei.

Aqui ficam as minhas desculpas ao manuel

e a sugestão de que escolha....

outro nome?

Bastonário da Ordem dos Médicos



"Se os médicos de família não estivessem tão assoberbados com tanto trabalho burocrática teriam muito mais tempo para fazer educação para a saúde. Para dar informação aos doentes.

Para a OM não é claro, antes pelo contrário, que a vida se inicie no momento da fecundação.

E portanto há formas eficazes de actuação, como a contracepção de emergência, conhecida como a pílula do dia seguinte.

O debate sobre o referendo não deve passar pela defesa da vida, mas manter-se estritamente legal. ."

Excelente entrevista no Público, amavelmente divulgada pelos Padres Inquietos.

Da Vida e da Mulher

Quinhentas mil mulheres morrem todos os anos devido a complicações durante a gravidez ou parto, a maioria das quais vive nos países mais pobres do planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Em África, uma em cada vinte mulheres morre devido a complicações durante a gravidez ou parto.
Salvar-se-iam mais vidas se as mulheres tivessem acesso a um planeamento familiar voluntário para que os nascimentos sejam suficientemente espaçados, se tivessem assistência de agentesde saúde qualificados e cuidados obstétricos de emergência .
A morte de uma mãe antes ou durante o parto é uma tragédia humana a nível individual, familiar e da sociedade em geral. A probabilidade de sobrevivência do recém-nascido e também dos outros filhos diminui muito quando a mãe morre".

Vida de Mulher


Mulher com Sida dá á luz
num hospital africano .

segunda-feira, outubro 23, 2006


"O Manuel iniciou um blogue em que defende as penas de prisão até três anos para as mulheres que abortam até ás 10 semanas e já tem publicidade em sites tradicionalistas e nacionalistas ( (um eufemismo para neonazis).
Chama-se blogue do Não.

Quadro de Paula Rego

Consequências do simplismo


A propósito da biblioteca de Hitler, pejada de obras pseudo-científicas e de ocultismo, JPP
considera que :
Esta sub-literatura, afim das teorias da conspiração actuais, era lida por pessoas que não tinham muita formação e escolaridade, mas que queriam ter a "ciência" do seu lado, uma "ciência" que não precisava de ser muito complexa e era uma projecção da sua vontade e ideias sobre sociedade e cultura.”

Não posso deixar de reflectir que esta análise se aplica integralmente às “justificações científicas” que alguns invocam para fundamentar ideologias de género com repercussões no Direito Penal.


Fotografia - Crianças judias no campo de Birkenau

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sexta-feira, outubro 20, 2006

A verdade é perene

"Vejo a frescura de ideias da Anabela Mota Ribeiro, o gesto heróico da Catarina Portas a informar-nos de que já tinha abortado e “tá a ver, deveria estar presa!” e pergunto-me se é com esta insustentável ligeireza que as meninas acham que arrastam consciências.
E o senhor bispo de Viseu, que acaba de descobrir o holocausto, o padre João Seabra, autoproclamado “pároco do povo da Madragoa” que, sobre o direito a abortar das mães portadoras de bebés deficientes, prefere falar da “deficiência das gravidezes programadas dos casais pós-modernos”!
O que sabem eles do que falam? Que valor ético pode ter o seu testemunho? Quem os poderá tomar como exemplo, escutar-lhes o sermão, aplaudir as suas fundas “convicções”?
Um dia, quando for mentalmente crescida, a Catarina Portas há-de envergonhar-se da sua patética proclamação. Um dia, quando perceber que, no mundo de hoje – onde é tão fácil e tão tentador não ter filhos –, o verdadeiro heroísmo não está na bravata pública de se anunciar abortante e militante, mas sim no orgulho silencioso de ter dado vida e condições de vida a outros.
Um dia, quando for capaz de um exercício cristão de humildade, o padre João Seabra há-de arrepender-se da desumanidade que representa o seu discurso ex-cátedra.

Em boa verdade, e já que estamos em época de proclamações grandiloquentes, eu também faço a minha: deste referendo só deveriam ser admitidos a votar os que tiveram filhos. São os únicos que sabem do que estão a falar. São os únicos que têm um termo de comparação."

Miguel Sousa Tavares, Público, 26/6/98