terça-feira, outubro 24, 2006

Bastonário da Ordem dos Médicos



"Se os médicos de família não estivessem tão assoberbados com tanto trabalho burocrática teriam muito mais tempo para fazer educação para a saúde. Para dar informação aos doentes.

Para a OM não é claro, antes pelo contrário, que a vida se inicie no momento da fecundação.

E portanto há formas eficazes de actuação, como a contracepção de emergência, conhecida como a pílula do dia seguinte.

O debate sobre o referendo não deve passar pela defesa da vida, mas manter-se estritamente legal. ."

Excelente entrevista no Público, amavelmente divulgada pelos Padres Inquietos.

Da Vida e da Mulher

Quinhentas mil mulheres morrem todos os anos devido a complicações durante a gravidez ou parto, a maioria das quais vive nos países mais pobres do planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Em África, uma em cada vinte mulheres morre devido a complicações durante a gravidez ou parto.
Salvar-se-iam mais vidas se as mulheres tivessem acesso a um planeamento familiar voluntário para que os nascimentos sejam suficientemente espaçados, se tivessem assistência de agentesde saúde qualificados e cuidados obstétricos de emergência .
A morte de uma mãe antes ou durante o parto é uma tragédia humana a nível individual, familiar e da sociedade em geral. A probabilidade de sobrevivência do recém-nascido e também dos outros filhos diminui muito quando a mãe morre".

Vida de Mulher


Mulher com Sida dá á luz
num hospital africano .

segunda-feira, outubro 23, 2006


"O Manuel iniciou um blogue em que defende as penas de prisão até três anos para as mulheres que abortam até ás 10 semanas e já tem publicidade em sites tradicionalistas e nacionalistas ( (um eufemismo para neonazis).
Chama-se blogue do Não.

Quadro de Paula Rego

Consequências do simplismo


A propósito da biblioteca de Hitler, pejada de obras pseudo-científicas e de ocultismo, JPP
considera que :
Esta sub-literatura, afim das teorias da conspiração actuais, era lida por pessoas que não tinham muita formação e escolaridade, mas que queriam ter a "ciência" do seu lado, uma "ciência" que não precisava de ser muito complexa e era uma projecção da sua vontade e ideias sobre sociedade e cultura.”

Não posso deixar de reflectir que esta análise se aplica integralmente às “justificações científicas” que alguns invocam para fundamentar ideologias de género com repercussões no Direito Penal.


Fotografia - Crianças judias no campo de Birkenau

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sexta-feira, outubro 20, 2006

A verdade é perene

"Vejo a frescura de ideias da Anabela Mota Ribeiro, o gesto heróico da Catarina Portas a informar-nos de que já tinha abortado e “tá a ver, deveria estar presa!” e pergunto-me se é com esta insustentável ligeireza que as meninas acham que arrastam consciências.
E o senhor bispo de Viseu, que acaba de descobrir o holocausto, o padre João Seabra, autoproclamado “pároco do povo da Madragoa” que, sobre o direito a abortar das mães portadoras de bebés deficientes, prefere falar da “deficiência das gravidezes programadas dos casais pós-modernos”!
O que sabem eles do que falam? Que valor ético pode ter o seu testemunho? Quem os poderá tomar como exemplo, escutar-lhes o sermão, aplaudir as suas fundas “convicções”?
Um dia, quando for mentalmente crescida, a Catarina Portas há-de envergonhar-se da sua patética proclamação. Um dia, quando perceber que, no mundo de hoje – onde é tão fácil e tão tentador não ter filhos –, o verdadeiro heroísmo não está na bravata pública de se anunciar abortante e militante, mas sim no orgulho silencioso de ter dado vida e condições de vida a outros.
Um dia, quando for capaz de um exercício cristão de humildade, o padre João Seabra há-de arrepender-se da desumanidade que representa o seu discurso ex-cátedra.

Em boa verdade, e já que estamos em época de proclamações grandiloquentes, eu também faço a minha: deste referendo só deveriam ser admitidos a votar os que tiveram filhos. São os únicos que sabem do que estão a falar. São os únicos que têm um termo de comparação."

Miguel Sousa Tavares, Público, 26/6/98

É possível?


É possível (...) que não se tenha visto, conhecido e dito nada de real e importante?
É possível que se tenha tido milénios para olhar, reflectir e anotar
e que se tenha deixado passar os milénios como uma pausa escolar, durante a qual se come fatias de pão com manteiga e uma maçã?
Sim, é possível.
É possível que, apesar das investigações e dos progressos, apesar da cultura, da religião e da filosofia, se tenha ficado na superfície da vida?
É possível que até se tenha coberto essa superfície - que, apesar de tudo, seria qualquer coisa - com um pano incrivelmente aborrecido, de tal modo que se assemelhe aos móveis da sala durante as férias de Verão?
Sim, é possível.

(...) É possível que nada se saiba das raparigas que, no entanto, vivem?
É possível que se diga «as mulheres», «as crianças», «os rapazes» e não se faça a mínima ideia (apesar de toda a cultura não se faça a mínima ideia) de que há muito que estas palavras não têm plural, mas apenas inúmeros singulares? Sim, é possível. "

Rainer Maria Rilke, in 'As Anotações de Malte Lauridis Brigge'

Momento Zen

Violência infantil:


"E se me chateias, obrigo-te a comer as bolachinhas da Floribela!!!!!