domingo, fevereiro 28, 2010

A super população e as catástrofes naturais

È uma inevitabilidade. O excesso demográfico implica que as populações humanas ocupem cada vez mais territórios de risco (do ponto de vista geológico) , a uma escala nunca antes vista da história da humanidade. O Chile é um bom exemplo (em pleno anel de fogo, numa zona crítica e instável, concentra-se uma elevada densidade demográfica. A Madeira é um outro pequeno exemplo, a uma microescala ( tem razão o Jardim, quando há alguns dias desabafou sobre o excesso de população da ilha que explicaria a fixação em zonas de risco - que querem que faça, que os meta em barcos e os mande para o continente?).

As grandes questões sobre o desenvolvimento sustentável têm a ver com a superpopulação à escala global.
A população mundial em 1950 era de 2,5 bilhões de pessoas. Em 2000 já havia mais de 6 bilhões de humanos no planeta. Se nada for feito, a população mundial chegará a mais de 9,2 bilhões de habitantes em 2050, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas. È algo de extraordinário, nunca experienciado à escala humana. O excesso de população humana está também relacionado com a pobreza. Mais de 75% da população humana vive em países subdesenvolvidos e com menos de dois dólares por dia, 22% são analfabetos, metade nunca utilizou um telefone e apenas 0,24% têm acesso à internet.
Ou seja, somos muitos, vivemos muito, reproduzimo-nos demais. Sem predadores para controlar a espécie,  sem políticas de controle de natalidade, será a "natureza" , as hecatombes naturais ou as guerras ( outro resultado da sobrepopulação e  escassez de recursos) a dizimar os "excedentes".

Há outras formas de lidar com o problema e reduzir as inevitáveis catástrofes.
Mas tal passa sempre por um eficaz controlo da natalidade, planeamento familiar e saúde reprodutiva.
"Parece-me
grande claridade
deixar escrito
que o que nos fica
da passagem
se resume
a

filhos

uma frase dita à chuva a alguém solar
o cheiro das mãos remanescente nos livros
tidos em casa como gatos
a cor dos olhos transtornada pelo retrato interior
a caderneta de poupança amarelecendo onde era azul
as sapatas de trazer por casa, o cordão do pijama também
segredos de primeiro-andar num prédio que não era o nosso
o single do Lionel Richie a dizer hello a uma cèguinha bonita
árvores vergadas ao vento frio da infância toda em kodachrome
a pele do planeta um tudo-nada aflorada pelos pés trémulos
termos sido involuntariamente internacionais também
e também a doença que levamos em nosso nome até
que nos leve ela
em nome dela
mas sobre tudo o mais


os filhos."
 
Daniel Abrunheiro

sábado, fevereiro 27, 2010

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Afinal a lei não é contra o Direito à Vida

O Tribunal Constitucional chumbou esta semana os dois pedidos de fiscalização da Lei sobre Interrupção Voluntária da Gravidez. Com sete votos a favor e cinco contra, o conjunto de juízes “decidiu por maioria não declarar a insconstitucionalidade da Lei nº 16/2007”.A votação foi realizada na passada terça-feira.
As duas fiscalizações sucessivas da lei tinham sido solicitadas em 2007, primeiro por um conjunto de 33 deputados à Assembleia da República e mais tarde pelo Presidente da Assembleia Regional da Madeira.

Retrato da Madeira

"Este governo oculto depende mais de solidariedades partidárias do que de qualquer outra lógica, serve para dar empregos e carreiras e prestar serviços de todo o tipo, económicos e políticos. Carreiras invisíveis para a opinião pública, de personagens secundárias a não ser nos “serviços” prestados ao partido. Aparecem como detentoras de grande poder, passando por cima de muitos outras pessoas, algumas com nome, mas que parecem que só emprestaram o nome e recebem os proveitos, sem serem tidas nem achadas em negócios de milhões. Claro que não podiam ignorar, a não ser que a lógica do sistema fosse os seus nomes servirem de cigarras para tapar as formiguinhas diligentes que trabalham para si próprios e para o “chefe”.  A perversão de todo este sistema de governo oculto, que se estende do PSD para a administração, para as empresas públicas, para os “amigos” no privado e na comunicação social, é uma ameaça para a democracia, porque nada disto tem o necessário escrutínio. Já nem sequer me refiro ao escrutínio judicial, que todos tememos ficar à porta de redes de influência muito poderosas, nem ao político, para o qual a ausência do primeiro deixa tudo manco. É, é o polvo, um bicho simpático e inteligente que não merecia servir para descrever estes tentáculos."

A prosa é do Pacheco e adapta-se integralmente à situação da Madeira.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Eu não quero ser má língua

Mas aconselhava este senhor, Ramón Argüelles de seu nome ,   a usar outra roupita a próxima vez que vier falar contra a prevenção da SIDA.....ou contra a homossexualidade...
Tanto rosa-choque parece-me suspeito.

A favor da pureza no México


Começo a compreender a obsessão de tanta beatinha esfomeada pelas questões do sexo ( eles dizem que é pela pureza) .As fotos são de um famoso actor "prófamília" mexicano que estará  presente e será figura de cartaz numa cerimónia "católica" em que alguns jovens vão jurar .... manter-se castos...
Vai lá, vai...
Aqui ficam as imagens dos terríveis impulsos de pureza e castidade que acometem as jovens à sua passagem :


E agora com licença, que só de ver estas imagens do moçoilo fiquei cheia de vontade de rezar um tercinho.

Os tarados do costume

Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma menina de nove anos violada corra o risco que o seu ùtero rebente e lhe provoque a morte e que nada deve ser feito para o evitar.
Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma menina de nove anos corra o risco de eclâmpsia e morte e que nada deve ser feito para o evitar.
Eu sei que para alguns tarados, é normal que uma criança de nove anos violada corra risco de depressão post. partum e suicídio.
Sei também que para alguns desses tarados a vida  de uma incubadora  menina de nove subnutrida, maltratada  e em risco de vida,  nada vale.
Sei também que alguns desses tarados se dizem os verdadeiros católicos, mas não são.
Penso mesmo que deveriam ser alvo de que uma queixa formal à ordem  a que pertencem , sobre estas posições públicas que atentam contra a mais básica deontologia profissional.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

A solidão é sempre a inevitabilidade dos que pensam.

A verdade vence

 Rino Fisichella continua de pedra e cal ( com o apoio do Papa) como Presidente da Academia Pontifícia da Vida, depois de uma tentativa inútil por parte de alguns rad trads de impugnarem o seu lugar. A grande questão seria a posição pública do arcebispo  Fisichella contra a excomunhão em caso de aborto terapêutico,  num artigo no  L’Osservatore Romano de 15 de março de 2009, a propósito de uma  menina brasileira de nove anos, cuja vida foi salva através de um aborto terapêutico.

Ofereço um bonbom

Já se sabe quem são os beatinhos que vão comungar com o bentinho.
Consta que há quem meta cunhas aos bispos e padres só para lamber as mãos do papa.
Consta que estarão representados vários grupos de leigos e um ou outro deficiente.

domingo, fevereiro 21, 2010

Apelo de adopção

Não podem procriar mas têm uma família

Plataforma pelo casamento

Haverá concerteza muitas dignas pessoas no meio do alegre passeio ecuménico que ontem andou pelas ruas de lisboa. Mas há um velho aforismo português que me vem á memória sempre que dou de caras com certos grupelhos: "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és".


Não sei se era este o grupo a que se referia o Nuno Serras Pereira na sua crónica.
Eles berrar, bem berraram. E depois admiram-se de os católicos não aderirem  a estas palhaçadas.

Domingos

sábado, fevereiro 20, 2010

A alegria do casamento heterossexual



Tragédia na madeira

Parade antigay em Lisboa - O PNR estará presente

Como já é tradição dos neonazis, o PNR estrá presente na manif em Lisboa a favor da família.

Não sei se levarão os carrinhos de bebés com cruzes suásticas.
Rezarão o terço no fim?

manif antigay

Parece que alguns dos cartazes dizem:
" O meu filho sabe quem é o pai" .
Bem, ou fizeram testes de ADN a todas as criancinhas que vão ser exibidas na parade antigay  ou  há uma considerável probabilidade estatística de algumas delas não terem o pai biológico coincidente com o pai civil...
Mas o que tem isto a ver com o casamento de homossexuais??? Esta gente anda toda doida!

O casamento vai mudando, graças a Deus

 Em 1876 o marido perdeu o direito de bater na esposa (mas como ainda havia algum respeito por essa instituição milenar podia obrigá-la a regressar ao lar). Em 1919 deixou de vigorar a sensata regra que definia que para a mulher se separar por adultério teria de provar que este tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal e que para o marido bastava acusá-la do pulo da cerca. Em 1966, vejam bem isto,  a esposa passou a poder exercer profissões liberais ou ser funcionária pública sem precisar da autorização do marido. Este podia, vá lá, a qualquer altura, denunciar o contrato de trabalho da esposa. Ainda assim, a mulher passou a poder movimentar contas bancárias e operações administrativas e a ter património próprio.  Em 1975 deixou de vigorar a regra que garantia uma pena de prisão para a esposa que matasse o marido infiel e apenas uma multa para o homem que perdesse a cabeça. Lá estavam eles a querer tratar o que é diferente de forma igual. Em mais uma inacreditável intromissão do Estado nos valores da família, base de toda a sociedade, em 1976 o marido deixou de poder abrir a correspondência da sua cara metade. E, facada final, o marido perdeu o estatuto de “chefe de família” em 1978.

AntiGay Parade

Ainda a propósito da antigay parade, continuo sem perceber o medo desta gente.
Têm medo que, agora que os seus conjuges católicos já se podem divorciar e casar civilmente com outros do mesmo sexo, corram a deixar o leito conjugal para se dedicarem às delícias da homossexualidade?
È por isso que acham que a familia corre o risco de se desmoronar, só  por os homossexuais terem acesso ao casamento civil?

A palhaçada do costume ou uma gay parade ao contrário

Os slogans são o disparate do costume. São mesmo de ir às lágrimas. Os autocarros, gratuitos (quem os pagará??')  fazem lembrar aquelas manifs da intersindical dos anos setenta quando se arrebanhavam incautos saloios das aldeias para irem à capital.

Aliás é também um insulto rasco a todos os casais que decidem adoptar crianças e que fazem disso a sua vida. Como é insultuoso para todas as famílias monoparentais, tantas  mães que criam filhos sozinhas, tantos pais abnegados que se dedicam a crianças a tempo inteiro.
Mas a palhaçada só se encontra completa quando vemos um conjunto de gente ligada à Igreja a mover-se a favor da forma presente, o estilo séc. XIX, de casamento civil. Isso sim é algo que só ao nível da dupla Croquete e Batatinha…
È de uma  hipocrisia ridícula , que a Igreja, que não reconhece qualquer valor ao casamento civil desligado do sacramento religioso, que sempre questionou o seu regime jurídico, a ponto de colocar em causa a legitimidade do divórcio civil, venha agora para  a rua defender este instituto jurídico que tanto a custo aceitou e tolerou...


Segundo Lima (2002), os sintomas do fanatismo incluem orações, jejuns, privações, peregrinações, E ATITUDES DE AUROPRIVAÇÃO.
O fanatismo religioso tem algumas características muito claras:
1 - Um grupo ou um sujeito convencidos de que estão de posse da verdade com toda certeza, resistindo ao teste da realidade querem impor a todos os demais de um modo despótico a sua "verdade"
2 - Buscam uma uniformização estereotipada da aparência, dos rituais, da linguagem, criando "chavões" e slogans próprios
3 . A sua causa suprema é superior a tudo, inclusive à própria vida e a dos demais;
4 - O grupo  isola-se da comunidade  em busca de pureza, adoptando um estilo de vida narcísico, fechado, sectário e uniformizante;
5 - Com o tempo, o discurso do indivíduo ou do grupo torna-se repetitivo, bizarro, distanciando-se do bom senso na lógica comunicativa dialogal;
 O método de doutrinação fanática tem três etapas: inicialmente, busca seduzir pessoas para a "causa" do líder ou do grupo; depois realiza um processo de destruição da antiga personalidade, dissolvendo ligações familiares, profissionais e sociais; finalmente, procura construir uma nova personalidade, recriada de acordo com os moldes, modelos e normas do grupo. O fanatismo é perigoso.

Lima, R. (2002). O fanatismo religioso entre outros. Revista Espaço Acadêmico, 17.

Um documento de leitura obrigatória

"No que respeita à moral e à ética, as imposições do magistério sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados casados de novo, etc., já não interessam a quase ninguém e provocam nas pessoas cansaço e indiferença.
(...) Para resolver os problemas de hoje e de amanhã, não basta refugiar-se no passado nem apoiar-se em amostras sem fundamento sério. A aparente vitalidade da igreja nos continentes em vias de desenvolvimento é falaciosa. Mais cedo ou mais tarde, essas novas Igrejas passarão pelas mesmas crises vividas pelo actual cristianismo europeu. A modernidade é incontornável e foi por a Igreja ter esquecido isto que passa hoje por uma tal crise. Por que razão continuar uma política como um jogo da cabra-cega? Até quando recusar ver as coisas como elas são? Porque é que havemos de tentar salvar as aparências, uma fachada que hoje não consegue convencer ninguém? Até quando continuar nesta teimosia, nesta crispação de recusar todas as críticas, em vez de ver nelas uma ocasião de se renovar? Até quando iremos adiar uma reforma que se impõe imperativamente e que já tardou demais? Repito o que disse no princípio: é pouco o tempo que nos fica. A história não fica à nossa espera, sobretudo numa altura em que o ritmo se acelera e tudo anda tão depressa. "


mailto:henriboulad@yahoo.com

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

O beatinho salu ou o retrato de um jovem tradicionalista

Acabou de se masturbar e ei-lo que corre para o confessionário. (Fez o exame de consciência pela cartilha da opus, mas nem assim  se livra de se intoxicar periodicamente com bebedeiras eróticas e outras).
Pelo caminho lembra-se dos últimos posts que colocou num bloguezito esquecido onde escreve, cheio de parafrenália pietista de mau gosto.  Como todos os tradicionalistas, é militantemente homofóbico mas enche as páginas do seu blogue com pagelas de santinhos seminus homoeróticos, ignorando que alguns desses santos são ícones gay.
O beatinho, nos comentários que escreve noutros blogues,  mas que ninguém publica, gosta de tratar os outros por tu, ainda que não os conheça de nenhum lugar.
 È um jovem velho,  um funcionáriozeco medíocre, a recibo verde , a babujar o nome de salazar por tudo e por nada.
Sexta feira, invariavelmente,  ajoelha aos pés do padre enquanto confessa onanismos tristes.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Ecumenismo

 Bento XVI já deu provas de que o ecumenismo constitui uma das grandes prioridades da sua missão Papal. Na sua primeira mensagem, dirigida aos Cardeais eleitores, afirmou que o actual Papa "assume como compromisso primário o de trabalhar sem poupar energias na reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo. Esta é a sua ambição, este é o seu impelente dever"(1). Não é algo novo, mas antes reafirma a missão começada já nos anteriores Papas Paulo VI, (que assinou o Decreto conciliar Unitatis redintegratio) e João Paulo II, que fez deste documento a inspiração do seu Pontificado.
O Ecumenismo baseia-se obviamente naquilo que nos une e não no que nos separa, reconhecendo o longo caminho já percorrido em favor da unidade. Este caminho, marcado por temores e hesitações, tem dado os seus passos e frutos, como reconhece num outro discurso dirigido à Delegação do Patriarcado ecuménico de Constantinopla

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Ecumenismo vivo

O irmão Roger de Taize, durante as exéquias de João Paulo II recebeu a comunhão pelas mãos de Ratzinger, futuro Bento XVI. Ora o irmão Roger nunca de converteu formalmente ao catolicismo. Nunca renegou as suas origens protestantes. Digamos que o seu ecumenismo vivo estava muito para lá das dinâmicas das conversões formais, que implicam rupturas e distanciamentos.

E que Ratzinger ( Bento XVI) disse tudo o que pensa sobre a riqueza do Ecumenismo, nesse gesto de dar a comunhão a um monge ( e pastor) calvinista, em plena praça de S.Pedro.

Igrejas vazias

Os jovens encheram  as igrejas do Porto, aos milhares, sentados no chão, alguns deitados, de mãos dadas, abraçados, descalços, em silêncio. Alguns, pela primeira vez na vida cantaram em latim, uma língua morta, mas cantaram sobretudo em  espanhol e   português, línguas vivas. São jovens e adolescentes normais, não gostam de secas nem piequices.


As igrejas antigas cheiram a bolor e humidade, vazias de uso: À noite os jovens derramam-se pelos claustros, rastas misturadas com franjas, muitos ursos de peluche ( vestígios do dia de s.valentim), muitas crianças e bebés pequenos. Um encontro ecuménico.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Resistência

No Porto, uma exposição pedagógica, de visita obrigatória.

"«Resistência. Da Alternativa Republicana à Luta contra a Ditadura"

A modernidade recuperou a essência do cristianismo


" Pode um cristão ser moderno?", perguntou um jovem ao Bispo do Porto, Manuel Clemente.
 Seguiu-se uma singela lição de história e de doutrina, para concluír o que qualquer católico minimamente culto sabe - um verdadeiro cristão não pode ser outra coisa, já que  a modernidade reconduziu o cristianismo à sua essência e permitiu-lhe a reconfiguração da sua matriz fundamental.
 Valores como o laicismo e o secularismo, por exemplo que são uma matriz radicalmente cristã - a separação clara do poder político com o religioso  ( dai a césar o que é de césar), o racionalismo,  os direitos humanos, a noção do bem comum, a liberdade e o livre arbítrio, tudo conquistas da modernidade que nos reconduzem ao âmago da mensagem cristã.

Amanheceu

Háuma grande diferença no amar.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

As fontes da alegria

No Porto, milhares de jovens reuniram-se em oração num encontro ecuménico, para descobrir a fonte. Quem quiser saber a melhor forma de reinventar o encontro dos jovens com a fé, é passar hoje pelas várias igrejas, que, na cidade do porto, se abrem  a este desafio do novo milénio, sem saudosismos bacocos ou ritualismos estéreis.
O Bispo do Porto lá esteve, do princípio ao fim. Manuel Clemente, sorria, incansável, ao lado do Irmão Alois de Taizé, com uma palavra e um gesto de acolhimento para todos os que o buscavam.
Grande exemplo.
A Igreja tem de ser cada vez mais assim.

sábado, fevereiro 13, 2010

A urgência do feminismo é sempre a exigência da liberdade


Foto de Pietro Masturzo
A imagem de uma mulher a protestar a reeleição do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, captada por um fotógrafo italiano, venceu o World Press Photo.

Porto

Regresso hoje ao Porto, que é como quem diz uma espécie de regresso a casa.

Natal

To make the news at Christmas it seems a priest just needs to question the literalness of a virgin giving birth. Many in society mistakenly think that to challenge literalism is to challenge the norms of Christianity. What progressive interpretations try to do however is remove the supernatural obfuscation and delve into the deeper spiritual truth of this festival. Christian fundamentalism believes a supernatural male God who lived above sent his sperm into the womb of the virgin Mary. Although there were a series of miraculous events surrounding Jesus’ birth – like wandering stars and angelic choirs – the real miracle was his death and literal resurrection 33 years later. The importance of this literal resurrection is the belief that it was a cosmic transaction whereby the male God embraced humanity only after being satiated by Jesus’ innocent blood. The Christmas billboard on a local fundamentalist church sums up this thesis. It reads: “Jesus born 2 die 4 u!” His birth was just an h’orderve before the main Calvary course (...).
 The stories introduce the topsy-turvy way of God, where the outsiders are invited in and the insiders ushered out. Progressive Christianity doesn’t overlook Jesus’ life and rush to his death. Rather it sees the radical hospitality he offered to the poor, the despised, women, children, and the sick, and says: ‘this is the essence of God’. His death was a consequence of the offensive nature of that hospitality and his resurrection a symbolic vindication.
The Christmas billboard outside St Matthew-in-the-City lampoons literalism and invites people to think again about what a miracle is. Is the miracle a male God sending forth his divine sperm, or is the miracle that God is and always has been among the poor? The billboard has a sombre Joseph and a consoling Mary, with the caption “Poor Joseph. God is a hard act to follow.” On Christmas Eve when papers print the messages of Church leaders one or two of them will offer up this progressive thesis, encouraging laughter, generosity, and maybe even controversy.
Fundamentalism believes that Christianity is essentially about individual salvation and admission to an after-life off the planet. What one believes rather than how one behaves is paramount. This planet is merely a testing ground.Progressive Christianity however emphasizes behaviour above belief. How one treats ones neighbours, enemies, and planet is the essence of faith. The celebration of the birth of Jesus is a celebration of God in every birth and every person. For fundamentalist Christians the incarnation is about the miraculous arrival of a baby soon to die and by his blood save us.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Eu sabia que a rititi tem algo a ver comigo!
É agora que tenho que começar a usar laca? A pintar as unhas dos pés de vermelho? A ir maquilhada para a piscina? A combinar com colegas para ver quem está mais gorda? È agora que deixo de me esquecer de atar as sapatilhas? Que nunca me descalço na rua quando me doem os pés? È agora que deixo de namorar nas dunas?  Ou de fazer topless ? È agora que deixo de me sentar no chão à chinês? É agora que me transformo numa senhora respeitável, como Deus nosso senhor  manda? Não me parece. Entretanto, olha, vou fazendo mais anos, a ver se algum dia esta cabeça atina. Parabéns, ó eu!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Anoiteceu. De repente é noite e a noite aparece reflectida no écran. Tenho de falar pelo menos uma hora, ámanhã de manhã às nove. Um conferencista é uma espécie de palhaço do saber, o público ( sempre crítico) bebe-nos as palavras até ao tutano, observa-nos a roupa, o cabelo, os tiques, a representação. Sabemos quando agarrámos a plateia quando os olhares se acendem de perplexidade. Não preparei um texto para ler, deveria.
Uma flor pode ser uma flor de palavras. As pétalas de letras abrem-se na timidez do texto.

heroína do dia

respiro a tarde
que mais posso fazer, agora que tudo posso já mas não ainda,

a mulher de peruca ruiva escura ri sem sobrancelhas, é assustadoramente forte , a mulher,
 e diz-me que a espera mais uma sessão de quimioterapia.

conta que quando está triste telefona a uma amiga e sai por aí, vai ao café, conversa sobre as revistas do jet set, o sócrates que deixou a câncio a anda acomer a guta moura guedes para furor da madrinha, a outra, a  moura guedes, dizeeeemm, a stephanie do monaco que está um caco, as cusquices ( é assim que se escreve?) no facebook,
 nunca tiro a peruca em casa, diz-me ela, só na casa de banho com a porta fechada à chave, sem cabelo sinto-me nua, sem nada, uma careca, para dormir uso um lenço, comprei o mais bonito que encontrei, de seda,  mas mal acordo, levanto-me da cama às escuras e ponho a peruca, tem esta franja é de cabelo natural, não posso pensar que estou doente.

Jornalismo à portuguesa

Para aferir da credibilidade jornalística dos nossos pasquins, veja-se essta notícia do sol, intitulada:

Papa Bento XVI : Pedófilos devem ser afogados.

Enfim por esta amostra de pérola jornalística, pode aferir-se sobre acredibilidade do resto.

domingo, fevereiro 07, 2010

Delírios paranóides e seitas religiosas

Apesar de qualquer técnico de saúde mental já ter lidado com pessoas com essas perturbações, é sempre complicada a situação das pessoas alvo dos delírio paranóides.
Quando estes delírios paranóides coincidem com delírios místicos a coisa pode descambar para a pertença a  seitas.
A pertença a uma seita pode, num primeiro momento, ter um efeito"terapêutico" - a participação em rituais e a utilização de amuletos religiosos ( santas, santinhos, reliquias, amuletos mágicos, escapulápios, estatuetas e até, em alguns casos, pulseiras, ganchos de cabelo e adereços com significado religioso) podem dar ao doente algum sentido de "protecção mágica". Paradoxalmente as seitas tendem a alimentar-se e reforçar os delírios do doente.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

tem que haver mais água

nos espaços onde brota a luz.
não que não suspeitássemos das sombras,
onde ela se acolhe.
________________________________________

o coração oferece-se ao dia como um pássaro
sentimos-lhe o bater de asas sob as costelas
não é um músculo a sincopar contra os ossos
mas um pássaro,

as costelas são as grades da gaiola
e o pássaro é quente e vivo
da cor do sangue e dos sonhos
que querem estar

a infância regressa-nos ao colo
com o burburinho
vemo-nos crianças,
filhos do tempo de nós
a carregar sacos de memórias
em manhãs gélidas.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Esta é adaptada, mas está gira

"Vejamos assim por alto a dinastia dos braganças para não ir mais longe na nossa triste história de Portugal:


D. João IV, um cagarolas , que foi preciso a mulher que era espalhola dar-lhe um empurrão, porque senão ainda era duque.

D.Afonso VI mariconço assumido que levou um chuto no real traseiro.

D. Pedro II que na deposição do mano passou a degustar a cunhada a Maria Francisca.

D. João V , o "fornica freiras",  estoirou com todo o ouro do brasil a fazer igrejas....
D. José, que se borrou todo com o terramoto quis abdicar em favor do irmão, mas este fez-lhe um real manguito e sua " magestade" lá chamou um nobre da III divisão mas que sabia do assunto e lá se conseguiu fazer qualquer coisa... já que nobreza e clero claro está estavam do contra.

D. Maria , a maluca ...
D. João VI , o anormal que cavou pró Brasil e a boa da Carlota armava-o todos os dias...

D. Pedro IV e D. Miguel ... 2 reais filhos da senhora sua mãe.

D. Maria II, nascida no Rio de Janeiro e educada no meio da criadagem e molecagem....
D.Pedro V , o alma penada....
D. Luís , outro cagarolas a quem o Saldenha bateu o pé e ele borrou-se todo.

D. Carlos , o bon vivant... come e bebes e garinas segundo consta, já a esposa era mais virada pró Arsenal do Alfeite....dizeeeeem !!!"

Atenção que isto é copy paste do insuspeito 31 da Armada

as sete quintas do rei

A minha avó, quando se referia a alguém avesso a assumir responsabilidades ou que cultivava os excessos prazerosos, ditava, com serenidade:
"Esse está nas suas sete quintas"...
Dava assim azo a uma expressão popular iniciada no início do século XX, a propósito do rei D. carlos, que nas suas quintas em redor de lisboa dava livre vazão aos seus impulsos libidinosos, sempre bem regados entre opulentas refeições, enquanto o país se afundava. Aliás o que não deve faltar por aí são aspirantes ao trono, tão grande era a quantidade de filhos ilegítimos que o homem espalhava nas redondezas do sacratíssimo leito conjugal...

Só para relembrar. Agora que alguns o comparam a um santinho do altar.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Um futuro de esperança na Igreja portuguesa

A igreja portuguesa actual tem grandes bispos.
O apostolado do actual cardeal patriarca de Lisboa terá continuidade.
No Porto, sabemos já que há uma forte tradição de humanismo e liberdade.

Entretanto, com o afastamento definitivo do Rouco, ainda este ano, os nossos amigos espanhóis esperam ansiosamente uma sorte tão boa como a nossa....

A verdade liberta


A dor

"Tenho muita dificuldade em compreender certos fenómenos, como é o caso da autoflagelação.
Como é possível alguém procurar a dor, autoflagelando-se?
Claro que, num contexto de certas doenças psiquiátricas, é fácil interpretar e analisar certos comportamentos, como é o caso das automutilações. Eu próprio cheguei a ver alguns exemplos. Mas o que me perturba, e muito, é o facto de a autoflagelação ser praticada por pessoas ditas normais, algumas, até, com responsabilidades sociais e religiosas ao mais alto nível, e cujas palavras são bebidas, sofregamente, por centenas e centenas de milhões de pessoas. Li, à laia de explicação, que seria uma forma de estar mais perto de Cristo! Não sei. Não creio que Cristo se deixe impressionar por estes comportamentos estranhos e bizarros, nem tão pouco deixará que se aproxime quem O procure através de uma ofensa deliberada do corpo, o qual deveremos cuidar o melhor possível, a não ser que se sofra de alguma perturbação mental.
Massano Cardoso

O futuro já começou

Não tenho dúvidas. O futuro já começou e é inevitável.

Há uma grande alegria em  mim e mais que uma esperança, uma certeza. Os ventos que sopram são de renovação e transformação necessárias, não de saudosismos obsoletos. O cristianismo, na sua essência mais límpida, é sempre ruptura com o passadismo, com o pietismo carunchoso e com o miserabilismo latente.
A igreja terá de se renovar e rapidamente. O espírito sopra, não tenhamos medo.
Esto no podrá hacerse más que mediante una renovación en profundidad de la teología y de la catequética, que deberían repensarse y reformularse totalmente. Un sacerdote y religioso alemán que encontré recientemente me decía que la palabra “mística” no estaba mencionada ni una sola vez en “El nuevo Catecismo”. No lo podía creer. Hemos de constatar que nuestra fe es muy cerebral, abstracta, dogmática y se dirige muy poco al corazón y al cuerpo. En el plano moral y ético, los dictámenes del Magisterio, repetidos a la saciedad, sobre el matrimonio, la contracepción, el aborto, la eutanasia, la homosexualidad, el matrimonio de los sacerdotes, los divorciados vueltos a casar, etcétera, no afectan ya a nadie y sólo producen dejadez e indiferencia. Todos estos problemas morales y pastorales merecen algo más que declaraciones categóricas. Necesitan un tratamiento pastoral, sociológico, psicológico, humano… en una línea más evangélica.

A verdade e a vida


Recomenda-se  leitura integral.


Sobre os profetas da desgraça

O amor jamais passará.


As profecias terão o seu fim,

o dom das línguas terminará

e a ciência vai ser inútil.

Pois o nosso conhecimento é imperfeito

e também imperfeita é a nossa profecia.