sábado, fevereiro 28, 2009

Conservadores

Um estudo nos EUA revelou que nos Estados mais religiosos e conservadores é onde é maior o consumo de pornografia.
Ao ler o que certas criaturas escrevem quer-me parecer que por cá se passa exactamente o mesmo.....

Explicação básica de Bioética a ignorantes

Essa vontade “pode ser expressa ou presumida ou manifestada por pessoa de confiança previamente designada”. Daniel Serrão, membro do CNECV e da Academia Pontifícia para a Vida (organismo da Santa Sé), explicou à Agência ECCLESIA que não estamos em presença de uma forma velada de permitir a eutanásia no nosso país.
Os casos abrangidos pelo parecer nº 45 do CNECV são diferentes de eutanásia, de suicídio assistido ou mesmo de homicídio.
O nº 2 do parecer do CNECV salvaguarda mesmo que “a pessoa em Estado Vegetativo Persistente tem direito a cuidados básicos, que incluem a alimentação e hidratação artificiais”. Daniel Serrão admite que esta é a questão mais difícil, lembrando a posição assumida pelo CPPS no seu último encontro: “em determinadas circunstâncias, a alimentação e a hidratação pode ser progressivamente diminuída, permitindo que ela morra em paz, no seu tempo”.
“Não é o mesmo que matar uma pessoa à fome”, aponta
.
O caso de Eluana enquadra-se integralmente neste Parecer do CNEV.

Explicação básica de medicina a ignorantes


Gastrostomia ou jejunostomia (enterostomia) é um procedimento cirúrgico para a fixação de uma sonda alimentar. Um buraco é criado no estômago (gastrostomia) onde é introduzida alimentação. Quando se retira o tubo e deixa de se administrar artificialmente o alimentos o doente morre por inanição ou desidratação - paragem cardiorespiratória.
Manter um doente em estado vegetativo persistente, sem qualquer hipótese de recuperação, com um buraco no estômago ligado a uma sonda que o alimenta artificialmente ,durante décadas, pode ser considerado obstinação terapêutica e, no caso de Eluana, claramente que foi.

Lições básicas de medicina explicadas a ignorantes

Uma Traqueostomia é um procedimento frequentemente realizado em pacientes que necessitam de ventilação assistida. Através de um buraco na garganta é um introduzido um tubo por onde é insuflado ar.
Quando se retira o tubo e deixa de se insuflar o ar, o doente morre por asfixia - paragem cardiorespiratória.
É comummente aceite que manter um doente em estado vegetativo persistente, sem qualquer hipótese de recuperação, ligado a um ventilador durante décadas é obstinação terapêutica.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Nazis em baixa

Eu por mim perdoo o escândalo que as palavras de um velho nazi me provocou.

A senilidade, a ignorância e o beatério em excesso explicam muitas anormalidades. Mas,se fosse familiar dasvítimas do holocausto não sei se perdoava. Até porque o bispo nazi não se arrepende de ser nazi nem se retrata das parvoeiras que disse, apenas se arrepende de o ter dito em voz alta em frente a uma câmara de televisão.

E por falar no tema do nazismo católico parece que um conhecido blogue dessa linha também se silenciou. Só boas novas.

Frutos podres

"Não escondo a ninguém, não tenho porque fazê-lo, que aprendi no Opus Dei as mais sólidas, profundas e verdadeiras práticas de piedade e espiritualidade católica. Foi na obra (assim carinhosamente chamada pelos amigos e eu sou amiga), que consolidei toda a minha espiritualidade; que aprendi as mais importantes virtudes cristãs." confessou publicamente a Tété.

Pelos Frutos se conhece a árvore. Percebe-se agora melhor o que certas influências fazem a mentes mais frágeis.

Educação sexual nas escolas

Em primeiro lugar - a ES nas esfcolas já existe - em 79 por cento dos estabelecimentos de ensino, o projecto educativo da escola contempla a área Promoção e Educação para a Saúde em projectos ou a inclusão desta a nível curricular, sendo que em cerca de um terço destas escolas (36 por cento) o projecto educativo prevê já mecanismos de avaliação dos resultados. A Educação para a Saúde incluindo as questões da sexualidade existe em várias áreas curriculares, designadamente nas aulas regulares de Biologia, bem como nas áreas curriculares não disciplinares, em especial na Área de Projecto e de Educação Cívica.
Das áreas de Promoção e Educação para a Saúde consideradas prioritárias (Alimentação e Actividade Física, Consumo de Substâncias, Educação Sexual e Violência/Saúde Mental), a Actividade Física/Alimentação e a Educação Sexual são as áreas consideradas de intervenção prioritária pelas escolas.
Foi criada uma subcomissão independente para a avaliação de livros e de material audiovisual, com destaque para as publicações na área da sexualidade.
Esta subcomissão concluiu que, tendo em conta a totalidade dos materiais apreciados, a maioria dos itens analisados (correspondentes a cerca de 85 por cento do total das classificações atribuídas) obteve a classificação de “bom”.
Para mais informações, consultar:
Relatório Final do GTES [PDF]
Relatório da Subcomissão para avaliação de manuais [PDF]

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Consequências do fundamentalismo religioso

O fundamentalismo religioso não é apenas uma convicção pessoal. tem implicações políticas e sociais. Não é nada ABSTRACTO OU ESTRITAMENTE IDEOLÓGICO.
Implica uma violência contra a pessoas concretas.

O resto da história aqui.

Blogando

Mais um blogue interessante que hoje descobri.~

Este também tem a sua piada.

Working hard

A escassez de postos de trabalho para jovens licenciados é extremamente positiva.

O mercado fará a sua seleçcão e deixará de haver tanta gente que se integrou no mercado de trabalho com tantas lacunas de conhecimento científico e com tanta falta de formação humana. Sem falar naqueles cursos completamente inúteis e nos licenciados de meia tigela que precisam de fazer copy paste para escrever uma simples frase.

Petição contra o ensino de Português nas escolas

A língua materna é sempre ensinada em família. Cabe à Família o ensino da língua mátria e, naturalmente, é no seio familiar que os processos de aprendizagem linguística devem ser organizados e aprendidos.
Não devemos deixar que a escola interfira neste processo ou mesmo, quiçá, que o disvirtue com uma cultura linguística hegemónica imposta pelo Estado.
Afinal, porquê a normalização de dialectos locais?
Porquê ou a proibição do português vernáculo, tão cultivado pelas mais extremosas famílias portuguesas e proibido em salas de aula?
Para quê certas escolhas de análise literária, cheias de valores antinatura?
Acabe-se com o ensino de Língua Portuguesa na escolas.

Educação sexual

Doença Mental e integração social

A questão da integração social dos doentes mentais graves é complexa e delicada.

Há quadros psicopatológicos extremos que interferem significativamente com a capacidade estrutural dos indivíduos em se relacionarem articuladamente com os outros e com a própria realidade.

Num ponto extremo deste espectro, algumas destas pessoas podem mesmo ter comportamentos disruptivos e representar um risco sério para os outros ou acabar por se automutilar ou mesmo suicidar .

A psicofarmacologia , especialmente os neurolépticos trouxe muitas respostas e possibilitou que muitas pessoas afectadas com doenças mentais graves possam controlar alguns sintomas.

Mas a vida relacional e as efectivas oportunidades de integração social têm de ser validadas caso a caso.

Algumas vezes esta integração coloca sérios dilemas éticos. Deve um indivíduo pedófilo manter a sua actividade profissional, quando esta envolva actividades com crianças? Pode um juíz diagnosticado com uma psicose grave manter plenamente as suas funções ? E se for um médico, um cirugião, um enfermeiro ou um técnico de saúde que lide directamente com a responsabilidade de vidas humanas, o que fazer face a um diagnóstico de esquizofrenia paranóide, por exemplo? E se for um líder religioso ou espiritual, afectado por um surto psicótico grave ou com actividade delirante, será eticamente aceitável que continue as suas actividades de proselitismo?

Todas estas questões não são meramente teóricas.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

A censura explicada



«É que em Braga, por esse tempo, - todos o sabem! - não havia um canto que não cheirasse a sacristia, a cacete miguelista, a ódio de cónego, de padre, de frade, de jesuíta, de casaca ou sem ele, em todo o caso formando um conjunto de miseráveis, muito devotos e tementes a Deus, mas da pior espécie, todos pensando no ventre... como bons próximos parentes dos porcos de Epicuro.»

[A. Ménici Malheiro, Braga Contemporânea


«

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Valores monárquicos

È curioso observar que ,na Europa,os países mais liberais em termos de IVG e prática de eutanásia são países onde a monarquia se mantém como sistema político.
Nos Países Baixos, de liberalíssimos costumes, não só a IVG é permitida há longas décadas, sendo considerada um direito da mulher, como a eutanásia está perfeitamente legalizada e enquadrada jurídicamente.
Holanda e Bélgica foram mesmo pioneiros nesta legislação da eutanásia , sem qualquer sobressalto das catolicíssimas monarquias.
Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido e Suécia, com monarquias instituídas são países onde a a legislação sobre a IVG é largamente aceite e permitida desde há quarenta anos. Nestes países discute-se actualmentemcom grande paixão a legalização da eutanásia.
Também são os países monárquicos como a Espanha, Bélgica, Noruega ou Dinamarca, aqueles em que a aceitação da homossexualidade como normal expressão do amor humano é mais óbvia , sendo esses países em que o casamento homossexual é possível assim como a adopção de crianças por casais homossexuais.
Agora que falta tão pouco para as comemorações do centenário da República Portuguesa e que vamos ouvir os tontinhos do costume em imprecações contra a mesma e a louvar os valores conservadores do sistema monárquico, convém relembrar estes factos.

domingo, fevereiro 22, 2009

A falta que viajar faz



O tal bispo nazi nunca esteve aqui, ou aqui, ou mesmo aqui.
Talvez por isso, ou por causa da senilidade, ou simplesmente porque é um nazi fanático,
não viu as chaminés.



Claro que também não acredita na veracidade desta fotografia, tirada em Abril 30, 1945, onde ums oldado americano está perante uma porta da zona de "banho de desinfestação").
A palavras na porta é bem explícita - Gaszeit - assim como o símbolo internacional de veneno.

As vindimas



A friendly mail garantiu-me que Ratzinger este ano esteve nas vindimas no Douro, disfarçado de camponesa.

Pronto, tá explicado o imbróglio com os nazis lefebvrianos. Todos sabemos que o vinho do Porto ( aquele tal das Missas) não é bom conselheiro em matérias de levantamento de Excomunhões.

O Livro

Quando ele estava no hospital pensei levar-lhe o livro " O diário de Etty Hillesum".
A edição portuguesa acabara de saír e o livro tinha-me acompanhado durante semanas, com sublinhados vários.
É um livro de esperança, apesar do permanente confronto com a morte e com o mal absoluto . Que maior terror pode haver do que uma jovem mulher que sabe que vai acabar assassinada numa câmara de gaz - não apenas ela, mas toda a sua família, incluindo o seu adorado irmão mais novo, um génio da música?
Um dia levei o livro na carteira, tinha ele acabado de fazer a sessão de quimioterapia.
Estava tão pálido e exangue que falámos de coisas absolutamente banais e até um pouco brejeiras. Riu-se e pediu para abrirmos as persianas. Queria ver o sol, a luz a inundar o quarto.
Dei-lhe um beijo na face impecavelmente barbeada e o cheiro ao suor da morte atingiu-me.
Não lhe dei o livro. A intimidade da morte e do sofrimento pertence a cada um, pensei.
Entregar-lhe o livro era admitir que também ele estava prestes a ser enfiado num combóio nauseabundo rumo à imolação inevitável.
Ainda hoje não sei se fiz bem.
Mas não me foi possível fazer melhor.
E , por esta altura, ele já deve saber isso.
"Foi novamente como se a Vida, com todos os seus segredos, estivesse próxima de mim, como se eu a pudesse tocar… E ali sentia-me imensamente segura e protegida. E pensei: «Como isto é estranho. É guerra. Há campos de concentração. Pequenas crueldades amontoam-se por cima de pequenas crueldades. Quando caminho pelas ruas, sei que, em muitas das casas por onde passo, há ali um filho preso, e ali um pai refém, e ali têm de suportar a condenação à morte de um rapaz de dezoito anos.» (...) E num momento inesperado, abandonada a mim própria—encontro-me de repente encostada ao peito nu da Vida e os braços dela são muito macios e envolvem-me, e nem sequer consigo descrever o bater do seu coração: tão fiel como se nunca mais findasse…» em O diário de Etty Hillesum.

sábado, fevereiro 21, 2009

Do casamento

Questões jurídicas

Os medos


Há pessoas que, por grave distúrbio da personalidade, ou mesmo por doença psiquiátrica,vivem permanentemente no medo absoluto. Tudo é mau, tudo são trevas, a realidade é retratada de uma forma obscenamente malévola, o que diz mais sobre o mundo interior de quem assim a percepciona do que sobre a realidade em si mesma.
São, antes de mais pessoas que merecem a nossa piedade pois são profundamente infelizes e provavelmente doentes.
As pessoas que vivem no medo e dele se alimentam são tudo menos cristãos.
Pois, para os cristãos, viver é, antes de mais, uma obstinada esperança.
Viver é um lugar de alegria onde as utopias são possíveis.
Não numa exaltação manieforme desligada da realidade, mas no esforço diário de construír a justiça e a liberdade. Ser cristão é ter um certo olhar.
Não é ser cego à beleza do agora, este tempo tão fascinante de possibilidades infinitas rumo à nossa mais íntima humanidade.

Os lamas são fôfos



Ainda me estou a rir!!!!!!!!.....
Se bem que, ao pensar em alguns comentadores anormais que de vez em quando aparecem nomeu blogue, a minha simpatia pelos lamas aumenta...

Um divertidíssimo amigo fez o quiz animal por mim e afirma que sou um....
Quê?????
"




You're a Llama!

Wild and wooly, you are not above kicking and spitting for what you
believe in. At the same time, you can be soft and warm to those you know and trust.
You really enjoy the rarified air of the highest places in life. Your favorite
computer game of all-time is SimCity. And no matter how many times you tell them
otherwise, people keep insisting that you're enlightened.



Take the Animal Quiz
at the Blue Pyramid.




Sinceramente....

Infelizes os pobres de Espírito

"Esses que chamam vida ao não-vivido,
que escrevem dela e disso o mais dos versos
quais é estimado que a não-vida escreva
para delíquio e orgasmo dos medrosos,
de vida ou de memória não precisam,
de havê-las tido ou não
não é que sofrem
mas só da raiva de que por castrados
aos medrosos fascinam.

Quanta imagem,
quanta palavra após palavra vácua,
quanto venéreo suas partes pinguem
de escassas aventuras sem prazer,
oh quanto encanta o imaginar de quantos
olham trementes e gulosos tudo
o que de medo não fizeram nunca
e menos os assusta quando é dito em nada."

Jorge de Sena, Exorcismos (1972)

As redes virtuais

Segundo um artigo de Aric Sigman na revista Biologist,as redes de sociabilidade virtual estão a tornar as pessoas mais solitárias pois impedem a sociabilidade face a face. O autor considera que este facto pode ter impactos negativos na saúde.
A ideia é muito interessante mas ainda não existem estudos que a validem.
Uma coisa é certa - o Dr Aric merece um conhecimento não virtual.

Os Pobrezinhos

"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:

- Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.

O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:

- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.

Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto

(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)

de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico

- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:

- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros

- O que é que o menino quer, esta gente é assim

e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.

Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse

- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar

e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis"

António Lobo Antunes Crónicas págs. 119 a 121 (1ªedição)

Quando Deus quis ser pai biológico

Duas amigas conversavam sobre a paternidade, e uma delas disse: "Ser pai biológico não chega. Olha, Jesus teve um pai adoptivo, ou um padrasto, um simples carpinteiro, e não se deu nada mal." Retorquiu a outra: "Sim, deu-se mal foi com o outro, o biológico, que o mandou morrer numa cruz - e para quê? Nem por isso os Homens melhoraram."
A primeira mulher recordou que por alguma razão o Dia do Pai era o dia de São José, o tal carpinteiro humilde que aceitou criar um filho alheio: "Está bem que era o filho de Deus, mas isso, supostamente, somos todos. E José tomou por boas as palavras de Maria, aceitando como seu um filho que não era do seu sangue. É ele quem está no presépio, foi ele quem providenciou para que o menino Jesus pudesse fazer-se homem, dando-lhe alimento, educação, carinho. Sem o São José, o que teria acontecido àquela criança?" As duas amigas imaginaram todas as possibilidades, que eram poucas, e terríveis: ou Maria teria sido apedrejada até à morte, como prostituta de mau exemplo, ou o cruel Herodes teria mandado degolar o fruto do seu ventre, como fez com centenas de outros inocentes, por causa da profecia do tal novo rei, enviado pelos céus.

Um texto da Inês Pedrosa

jaz morto e arrefece o menino de sua mãe

No funeral, o irmão dele trazia guardado no bolso, como uma talismâ, uma fotografia do morto aos 12 anos. Mostrou-ma delicadamente.
O casaco adolescente das datas importantes, a pose fotográfica a espreitar o futuro, aquele olhar precocemente triste, a camisa abotoada com cuidado, o penteado irrepreeensível, uma certa ruralidade intuitiva. A história do menino triste estava toda ali e, de certa forma, a vida inteira do homem.
- Não mudou nada, disse eu, sorrindo entre lágrimas.
- Pois não, sussurrou.
E ambos falámos dele como se estivesse vivo e daqui a pouco lhe fossemos mostrar a sua fotografia de miúdo a fingir-se gente grande.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Rumos Novos

Rumos Novos é um blogue de consulta obrigatória.

Desafios de Bolonha

A massificação do ensino universitário e o processo de bolonha trouxeram uma pequena grande revolução das estruturas do ES.
Uma coisa boa nesta experiência da docência - no meio da massificação e dos desafios, há estudantes preocupados com a excelência, dispostos a investigar, a fazer, a avaliar, a colocar criativamente novas soluções.
É certo que também há alunos medíocres (mas esses nem o melhor professor consegue mudar - sobretudo se a mediocridade foi estrutural, quase uma opção existencial).

Percursos

Recebi mais um convite para colaborarar num projecto,como perita.
É-me difícil dizer que não,embora esteja a chegar a uma fase em que só me envolvo no que verdadeiramente me motiva profundamente.
Dito de outra forma - não me sobra tempo na agenda para activismos laterais do fazer por fazer, ou aquele carreirismo bacoco tão típico dos mais medíocres.

Il faut imaginer Sisyphe heureux.

"Tout au bout de ce long effort mesuré par l'espace sans ciel et le temps sans profondeur, le but est atteint. Sisyphe regarde alors la pierre dévaler en quelques instants vers ce monde inférieur d'où il faudra la remonter vers les sommets. Il redescend dans la plaine.
C'est pendant ce retour, cette pause, que Sisyphe m'intéresse. Un visage qui peine si près des pierres est déjà pierre luimême. Je vois cet homme redescendre d'un pas lourd mais égal vers le tourment dont il ne connaîtra pas la fin. Cette heure qui est comme une respiration et qui revient aussi sûrement que son malheur, cette heure est celle de la conscience. A chacun de ces instants, où il quitte les sommets et s'enfonce peu à peu vers les tanières des dieux, il est supérieur à son destin. Il est plus fort que son rocher.
Si ce mythe est tragique, c'est que son héros est conscient. Où serait en effet sa peine, si à chaque pas l'espoir de réussir le soutenait ? L'ouvrier d'aujourd'hui travaille, tous les jours de sa vie, aux mêmes tâches et ce destin n'est pas moins absurde. Mais il n'est tragique qu'aux rares moments où il devient conscient. Sisyphe, prolétaire des dieux, impuissant et révolté, connaît toute l'étendue de sa misérable condition : c'est à elle qu'il pense pendant sa descente. La clairvoyance qui devait faire son tourment consomme du même coup sa victoire. Il n'est pas de destin qui ne se surmonte par le mépris.

(...)Toute la joie silencieuse de Sisyphe est là. Son destin lui appartient. Son rocher est sa chose. De même, l'homme absurde, quand il contemple son tourment, fait taire toutes les idoles. Dans l'univers soudain rendu à son silence, les mille petites voix émerveillées de la terre s'élèvent. Appels inconscients et secrets, invitations de tous les visages, ils sont l'envers nécessaire et le prix de la victoire. Il n'y a pas de soleil sans ombre, et il faut connaître la nuit.

L'homme absurde dit oui et son effort n'aura plus de cesse. S'il y a un destin personnel, il n'y a point de destinée supérieure ou du moins il n'en est qu'une dont il juge qu'elle est fatale et méprisable. Pour le reste, il se sait le maître de ses jours. A cet instant subtil où l'homme se retourne sur sa vie, Sisyphe, revenant vers son rocher, contemple cette suite d'actions sans lien qui devient son destin, créé par lui, uni sous le regard de sa mémoire et bientôt scellé par sa mort. Ainsi, persuadé de l'origine tout humaine de tout ce qui est humain, aveugle qui désire voir et qui sait que la nuit n'a pas de fin, il est toujours en marche. Le rocher roule encore.

Je laisse Sisyphe au bas de la montagne ! On retrouve toujours son fardeau. Mais Sisyphe enseigne la fidélité supérieure qui nie les dieux et soulève les rochers. Lui aussi juge que tout est bien. Cet univers désormais sans maître ne lui paraît ni stérile ni fertile. Chacun des grains de cette pierre, chaque éclat minéral de cette montagne pleine de nuit, à lui seul, forme un monde. La lutte elle-même vers les sommets suffit à remplir un cœur d'homme. Il faut imaginer Sisyphe heureux.

Le Mythe de Sisyphe, Gallimard, 1942.

O casamento homossexual já existe

Ora, como é óbvio, as relações amorosas duradouras, com coabitação, entre pessoas do mesmo sexo, sempre existiram. São prévias ao reconhecimento do Estado, enquanto instituição jurídica.
O facto de o preconceito ter impedido que se lhes chamasse casamento não pode justificar - pelo contrário - a manutenção dessa exclusão.
O casamento é um "contrato" entre duas pessoas adultas que mutuamente se escolhem para constituir uma família baseada numa relação de conjugalidade,qeu implica, uma plena comunhão de vida e a dimensão da sexualidade.Não existe argumento convincente para a exclusão de casais homossexuais.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Do voto e tal

Diz a TSF que os bispos apelam aos portugueses para que votem em quem defende a vida. E acrescenta o pe. Morujão, seu porta-voz diplomado: «Quando eu voto não é tanto de votar neste ou naquele partido», mas num projecto e «em valores».

Também acho: devemos de uma vez por todas como católicos recusar o nosso voto no CDS e no PSD, os partidos que mais apaparicam os ricos, os neoliberais, os fascistas, os racistas, os gestores que adoram despedir enquanto vivem cheios de dinheiro e continuam a andar de bê-éme, os partidos que detestam o rendimento social de inserção, os imigrantes e os ciganos e os pretos, que atropelam os direitos dos mais pobres, que se escandalizam com o aumento do salário mínimo mas questionam mais impostos para os que mais ganham, os partidos que querem governar com mão pesada nos que roubam 5 euros e escondem os jacintos leites capelos regos que roubam milhões. Por tudo isto, senhores bispos, estou convosco: digo não ao voto dos católicos nestes dois partidos que espezinham os valores da opção preferencial pelos pobres que Jesus defendeu. Não é tanto votar nos outros, é mesmo uma questão de valores

A falta de Educação.

Enquanto tantos se esforçam por ajudar jovens e adolescentes a crescer saudavelmente, enquanto tantos trabalham em programas de educação para a saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva como dimensãohumana inalienável...


Outros vivem no delírio...

De facto,ainda estou á espera de abaixo-assinados histriónicos contra os programas de Biologia, onde se leccionam coisas tão ideológicas como a Reprodução Humana, a manipulação da fertilidade, procriaçãomedicamente assistida,questões básicas de genética ou coisas tão pouco antibíblicas como a evolução das espécies.

Parece-me mesmo que, também aqui," o Estado passa a fazer imposições (em funções e competências que pertencem à família, e violentando a liberdade ideológica/religiosa desta, então os nossos filhos estão entregues a um modelo de educação definido pelo Estado e não escolhido pela família a que pertencem. Isto é ditadura!"

Espera-se por isso mais manifs à porta das escolas, com a bíblia na mão( ou o manual do escrivá) e o manual de biologia na outra, entre abaixo-assinados e mobilizações pungentes contra a ditadura do ensino.

workaholics

Trabalhar até à exaustão significa muitas vezes trabalhar sem motivação e com pouca eficácia. No meu caso, uma espécie de escravatura intelectual, solitária.


A paciência para narcisismos alheios é cada vez mais limitada.

Inteligent Design - Um Deus criativo

Ao que parece "a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja", defendeu o cardeal saraiva na sua inconfundível pronúncia serrana.
Esqueceu-se de dizer, que o mesmo Deus também criou homens e mulheres que não são heterossexuais, ou seja, que se sentem sexualmente atraídos por pessoas do mesmo género.
Ou o ID comporta graves defeitos de fabrico, ou o próprio Deus, num desígnio divinalmente divertido, criou todos os desvarios sexuais dos primatas superiores a que chamamos homens, da mesma forma que criou os comportamentos sexuais tão diversificados dos primatas bonobos.

Parece-me que, sexualmente falando, o Deus bíblico é bastante criativo.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Um Milhão?

A favor da família

Excelente programa ontem o Prós e Contras.
Do lado dos que defendem a família, a tolerância, a justiça e, obviamente, o casamento civil de casais homossexuais, uma argumentação sólida e bem estruturada do ponto de vista jurídico e conceptual.Do lado dos que defendem a discriminação das pessoas homossexuais, muita confusão e extrema dificuldade em esgrimir argumentos.
Custou-me imenso ver alguém excepcional com a envergadura do Padre Vaz Pinto,naquele desconforto, numa situação de defender o indefensável - a oposição da igreja a uma lei civil que visa uma imposição cosntitucional.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Luminosa espera

Um dia absolutamente esplendoroso.
Na meia hora que tive para almoçar aproveitei para sentir esta felicidade serena e inexplicável. O rio brilhava mais que o costume, flores alaranjadas explodiam na relva, um barco ao longe numa pasmada mágoa e eu completamnte grávida de tanta felicidade.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Educação sexual nas escolas

A simples menção de um programa de educação sexual nas escolas deixa excitados algumas estranhas criaturas para quem a sexualidade humana deve ser vivida animalmente com o sentido do cio procriador.

Como tal, não é preciso educação nem formação dos adolescentes - basta o instinto animal para que a função reprodutora se cumpra.
Educar para quÊ?
Deixem-nos praticar o coito e pronto.

Nazis e conservadores afastados

Os acontecimentos das últimas semanas levaram Bento XVI a separar o trigo do joio.
Depois do afastamento e silenciamento compulsivo do Bispo nazi willianson, é a vez do Bispo de Linz, da mesma linha ideológica, recentemente nomeado, cair da cadeira.
Só boas notícias - o Espírito sopra.

Transhumanism is a philosophical, cultural, and political movement that holds that the human species is only now in a comparatively early phase and that its very evolution will be altered by developing technologies. Future humans will, in effect, be very unlike their current incarnation in both physical and mental capacities and will be more like certain persons depicted in science fiction novels. Transhumanists share the belief that an outcome in which humans have radically advanced intelligence, near immortality, deep friendships with AI (artificial intelligence) creatures, and elective body characteristics is a very desirable end for both one’s own personal development and for the development of our species as a whole.
Despite its science fiction-like flavor, the issues that transhumanism presents deserve to be taken seriously because the beginning stages of this radical alteration are supposed to be the outcome of technological developments that are either here, if not generally available, or more commonly technologies that are accepted by many in the relevant scientific fields as being on their way (Roco & Bainbridge, 2002).

http://www.youtube.com/watch?v=yj_-sBNQKcQ

vENEZA 2008










"El odio y el desprecio por hombres, mujeres y niños que se manifestó en el Holocausto fue un crimen contra la humanidad. Qualquier negación o minimización de este terrible crimen es intolerable. Esto debería estar claro para todo el mundo, especialmente para aquéllos que se basan en la tradición de las Sagradas Escrituras".

Bento XVI 12 de Janeiro de 2009

Uma das dificuldades em interpretar adequadamente a realidade resulta ou de uma grave distorção cognitiva ou mesmo de ideias delirantes.
Jaspers(1911: 118) define a ideia delirante como um juízo errado, falseado por uma qualquer causa patológica e caracterizado pelos seguintes sinais: convicção inabalável, extraordinária certeza subjectiva, impermeabilidade perante a experiência e a argumentação lógica, inverosimilhança do conteúdo.
Um bom exemplo é o de uma pessoa que, confrontada perante um facto óbvio , evidente e materialmente irrefutável, mesmo assim nega a sua existência ou distorce completamente o seu sentido. Estes fenómenos complexos (delírios, ideias e crenças irracionais ) estão em regra associados a quadros psiquiátricos bem delimitados.
As distorções cognitivas podem ainda resultar de situações de stress intenso, alterações fisiológicas ou contextos psico-sociais delimitados.

domingo, fevereiro 15, 2009

Nazis lefebvrianos

Apesar do afastamento do Bispo nazi, o cisma mantém-se. Consciente e malévolo.
Novas excomunhões tornam-se inevitáveis.
Bento XVI foi bastante ingénuo ao tentar que tal gente se reconciliasse. Coitado!
O impacto negativo desta aproximação oas tradicionalistas está a abalar as estruturas da Igreja.
"Pour en être sur, il faudrait interroger ce jeune collégien qui a littéralement interloqué Mgr Hippolyte Simon, archevêque de Clermont, le 12 février dernier. Lors d'une visite dans un collège catholique à Issoire, cet adolescent a posé une question réductrice mais significative d'une opinion publique désarçonnée : «Monseigneur, pourquoi le Pape est négationniste ?»…

Viver



Sensibilizou-me muito especialmente a última entrevista de Júlio Machado Vaz no Expresso, sobretudo a forma como descreve, de forma tão límpida a relação com a doença da sua mãe. A expressão de coragem, a imensa lição de força e de ternura face a uma situação tão delicada e tão limite.

A história contra o revisionismo histórico

Num momento em que o velho Botas de santa comba dão é vendido em prime time como um garanhão tuga, quando na altura se duvidava seriamente da sua virilidade,
é de realçar a qualidade deste blogue sobre a Guerra Colonial.

sábado, fevereiro 14, 2009

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Mais um autocarro que devia circular por aí




Eis um autocarro onde me apetecia passear


Protecção da família

Mais uma medida positiva.

A morte de Eluana e a distanásia














Na Foto - Doente alimentado por gastrostomia.
Dizer que isto é uma forma não extraordinária de manutenção da vida vegetativa ou uma forma "natural " de alimentação, é uma mentira.

A morte de Eluana não foi um homicídio, não foi um acto de Eutanásia- do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte", ou seja, a prática pela qual se abrevia directamente a vida de um enfermo incurável de maneira controlada , por um especialista;nem sequer foi um suicídio assistido.
A morte de Eluana resultou do fim de 14 anos de obstinação e encarniçamento terapêutico face a uma doente com lesões irreversíveis, sem quaisquer hipóteses de cura ou reabilitação, numa estado de degradação física e em situação de estado vegetativo permanente.
A suspensão de tratamentos médicos excessivos ou de meios de suporte vital nestas circunstâncias é perfeitamente defensável de acordo com as regras da Bioética e mesmo da deontologia médica.
Trata-se afinal de uma forma de distanásia, que consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios para manter o doente vivo, ainda que não haja esperança alguma de cura e ainda que isso signifique infligir ao doente sofrimentos adicionais.
Outro elemento importante é a comum decisão da equipa médica e da família face áà situação concreta, no sentido de suspender os meios de suspensão artificial da vida.
Por tudo isto, a reacção histriónica do vaticano e de certas vozes ditas católicas, são, mais uma vez, profundamente infelizes e muito pouco cristãs.

domingo, fevereiro 08, 2009

Um verdadeiro católico

Ontem o Bispo D. Helder faria 100 anos. Um homem excepcional, um Bispo extraordinário e um obreiro do Concílio Vaticano II.
As suas palavras mantêm plena actualidade e dão as respostas que muitos procuram.

Os Nazis Lefebvrianos

Ao que parece o Bispo nazi Wilianson recusa seguir as indicações de Bento XVI a propósito do negacionionismo do holocausto.

Negacionaismo este repetido nos blogues nazis portugueses do costume disfarçados de católicos.

Bento XVI parece reconhecer que cometeu um erro crasso ao levantar a excomunhão ao cura nazi.

Entretanto uma sondagem do jornal “Bild am Sonntang” revela que dois terços dos católicos alemães estão descontentes com a decisão do Papa de levantar a excomunhão ao prelado britânico. Numa atitude inédita, Bento XVI e Angela Merkel concordaram em afirmar, numa declaração conjunta, citada pela agência AFP, que “a Shoah significa um aviso para a humanidade”.


Bento XVI demarca-se assim claramente do Nazi lefbevriano, que, em desobediência explkícita ao Vaticano, mantém as suas posições antisemitas, o que dá razão aos defensores de uma nova excomunhão formal do Willianson.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

AMOR DE PAI versus igreja

MILK

Preferências

Gosto da rititi.
Muito mais do que da laurinda alves que é um doce de pessoa, mas que às vezes cansa de tanta bondade bloguística, uma bondade elitista.

Trabalho

Trabalho, trabalho e mais trabalho. A minha agenda nova já parece gasta de tanto uso. A secretária tem material , trabalhos e relatórios até ao teto. Hoje tentei durante quinze minutos organizar as saídas abroad para o segundo semestre.E eu que nem gosto nada de andar de avião.
Entretanto os projectos e as pessoas batem-nos à porta.
E espera-me um dos maiores desafios da minha vida.

Bento XVI reafirma posição contra nazis lefebvrianos

Hoje o Vaticano fez saber publicamente que Bento XVI "desconhecia" a posição do prelado tradicionalista nazi "no momento de revogar a excomunhão".

O Vaticano também exigiu da Fraternidade São Pio X, que se quiser ser reconhecida pela Santa Sé é "indispensável" que reconheça plenamente o Concílio Vaticano II.

O Vaticano precisou que a revogação da excomunhão só representa supõe a "abertura de uma porta ao diálogo" com os "lefebvrianos", que a situação jurídica da Fraternidade São Pio X "não mudou", por isso não goza de reconhecimento canónico dentro da Igreja.

A Santa Sé lhe exige como "condição indispensável" para seu futuro reconhecimento canônico "o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e dos magistérios dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI".
Mais detalhes aqui.
A posição do Papa é claríssima.
Os cismáticos continuam renitentes.

Petições nazis

Entretanto os nazis também andam com petições.E não se limitam a pôr o nome deles, como seria normal, mas a colocar o número de filhos.
A coisa é tão ridícula como alarve, como se número de criancinhas estivesse de acordo com o nazismo paterno.
Aliás, pelo número dos infantes, parece que os nazis procriam pouco.
Uma média de uma criança por adulto, o que me leva a concluir que os tradicinalistas ou fodem pouco ou são tendencialmente inférteis, o que quer dizer que fodem com pouca eficácia. O que explica muita coisa.

(Pois, não devia usar esta linguagem tão imprópria de uma senhora.Mas estou cansada , acabei agora mesmo um artigo de vinte páginas em inglês, li algumas páginas onlien, cancelei a ida à Bélgica e , sinceramente, não consigo estar com luvas de pelica a tratar desta gente tão frustrada, que vomita os valores da família e dos valores da vida e bla bla bla, mas são os primeiros a instrumentalizar as suas próprias crianças como se fossem coisas ou "exércitos".Hipócritas.

Petição

Petição segundo o original e primeiros assinantes:

“Exige-se um reconhecimento irrestrito das decisões do Concílio Vaticano II”

A anulação papal da excomunhão de bispos da Fraternidade tradicionalista Pio X, vinda a público em 24 de janeiro de 2009, significa para os assinantes desta petição a reabilitação de pessoas que abertamente se apresentaram como adversárias das reformas iniciadas com o Concilio Vaticano II e continuam de agir da mesma forma.

Tendo em vista as manifestações anti-semíticas e a negação do extermínio de judeus pelos nacional-socialistas do bispo auxiliar Richard Williamson e dos seus seguidores, partilhamos da indignação de nossas irmãs e irmãos de fé judaica. Além disso, afirmamos que a atitude geral da Fraternidade Pio X em relação ao judaísmo não condiz com as exigências relativas ao diálogo judeu-cristão do Concilio. Aplaudimos as afirmações da Conferência Nacional dos Bispos Alemães e do Comitê Central dos Católicos Alemães a tal respeito, bem como as claras posições da Conferência Nacional dos Bispos Franceses e de outros bispos.

Os assinantes desta petição avaliam o cancelamento da excomunhão como um indicador de que o Papa Bento XVI o efetuou intencionalmente em data próxima a um acontecimento carregado de simbolismo, o quinquagésimo aniversário do anúncio da convocação de um concílio pelo Papa João XXIII. Esta volta a trás faz temer o regresso de partes da Igreja romano-católica a um exclave antimodernista.

Com este retrocesso admite-se que partes da Igreja romano-católica, a par de muitas outras coisas, possam rejeitar abertamente o espírito e a letra de importantes documentos do Concílio Vaticano II, como o Decreto “Unitatis Redintegratio” sobre o Ecumenismo, a Declaração “Nostra Aetate”, sobre as relações da Igreja com as Religiões Não-cristãs, a Declaração “Dignitatis Humanae” sobre a Liberdade Religiosa como também a Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” sobre a Igreja no Mundo de Hoje. É no momento impossível prever, em toda a sua extensão, os resultados funestos que isso trará à credibilidade da Igreja romano-católica. O preço é insofismavelmente alto demais!
Com todo o respeito pelo esforço do Papa em favor de união da Igreja, nos parece particularmente chocante que a renovada aproximação do Vaticano ao movimento cismático traditionalista se tenha realizado, ao que parece, sem condições prévias. Ainda em junho de 2008, no vigésimo aniversário da excomunhão de Lefebvre a Fraternidade Sacerdotal recusou o convite da Santa Sé a uma reconciliação teólogica e político-eclesial e não satisfez o pedido de Roma de assinar uma declaração de cinco pontos com as condições para uma possível reincorporação na Igreja romana.

O regresso à plena comunhão com a Igreja Católica só pode ser possível se as decisões do Concílio Vaticano II forem absolutamente aceitas de palavra e de fato, como também é exigido no Motu Proprio “Summorum Pontificum” em relação ao Rito Tridentino.

Enquanto o Vaticano se preocupar apenas do retorno das “ovelhas perdidas” da borda eclesial tradicionalista, mas não anular também outras excomunhões, não rever os processos de objeção às doutrinas de teólogas e teólogos de tendência renovadora e não estiver disposto ao diálogo internacional com círculos de reforma, o barco da Igreja romano-católica adernará perigosamente.

Essen, em 28 de Janeiro de 2009"

Assinaturas aqui.

Com grande alegria, há um movimento global a favor do concílio vaticano II e contra o nazismo lefebvriano.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

A "beata" incandescente

A "beata" incandescente
Carlos Adaixo

Ainda a manhã mal começou já ela aconchega os joelhos nas tábuas do soalho da igreja. De forma mecânica, como de gravação se tratasse, inicia uma ladainha, uma longa série de curtas invocações que há muito desistiu de perceber e que aprendeu com outras mulheres enquanto criança. Na cabeça, um lenço tapa-lhe os cabelos apanhados e os medos da tentação. Nas mãos um terço entretêm-lhe os dedos nervosos. No rosto, um ar de quem sofre pelos males mundo, de quem reza pela vizinha mal amada, pelo irmão bêbado incorrigível, pelo rapaz que namora todas as miúdas do bairro, pelo próximo que afinal está longe. A "beata" é assim quando em silêncio, entre velas e cheiros de sacristia. O mundo cabe-lhe todo nos gestos , nas preces, nos olhares para as imagens, no ritual obcecado. As promessas cumpre-as comprando velas do seu tamanho mas ignorando o vizinho que passa mal. Cinquenta voltas à igreja como se de maratona espiritual se tratasse ou o mundo ficasse melhor depois da caminhada. A fé tornada gesto automático, prova olímpica, campeonato de devoção. O amor ao próximo transformado numa ideia abstracta, e sendo o próximo alguém distante, melhor. A igreja nestes momentos pertence-lhe, o seu lugar no banco de madeira escura está gasto e é estratégico. Dali nada lhe escapa, tudo fica sobre o seu olhar moralista. O silêncio apenas remexido pelo murmúrio de outras como ela, tementes e por isso crentes. A vergonha, o descaro, a indecência, reprime-as com mais rezas numa boca crispada. O mundo está perdido, desgraçado! Nem com trezentas "salvé rainhas" se salva!

Fora da igreja tudo muda. A "beata" pode adquirir muitas formas. A mais vulgar é a "beata seca", fiel aos princípios da castidade, do puritanismo medieval, segue uma ortodoxia de hábitos e costumes dignas de múmia. É comum vê-la espreitar os vizinhos com ar reprovador, controlando as roupas e os gestos dos jovens lá da zona. O seu gesto favorito é um não repetido com a cabeça. Os olhos semicerrados, os lábios num esgar nervoso, as mãos postas e a invocação constante em vão. Veste de negro, pesa-lhe a vida, anseia outra para além desta. O corpo e as pulsões são uma prisão da sua alma "pura" e cristalina. Virão dias melhores, pensa, nada há fazer por este mundo. Resta-lhe ajoelhar e rezar.

A "beata incandescente" é mais interessante. Segue aquele princípio tão aliciante, "faz como São Tomás, segue o que ele diz não faças o que ele faz". Dentro dos rituais nada a distingue das outras beatas mas é fora do templo que ela se torna um ser paradoxal. Assume a prática diária da religião como uma utopia. Reza na igreja para poder pecar fora dela. Resistiu durante anos ao pecado, depois deixou-se levar. Peca para rezar de seguida. No intimo cede aos prazeres carnais. Ama um homem casado que tem uma mulher entravadinha, coitado! Há momentos assim, o corpo fala mais alto e até é uma obra de misericórdia ajudar quem necessita. Na sua cabeça tudo seria mais fácil se o conceito de pecado, gravado em si há anos, não a impedisse de ser sincera e feliz. A "beata incandescente" luta por se manter socialmente moral, no seu intimo arde-lhe o fogo que ela pensa ninguém ver. A "beata seca" detesta-a . Ocupa-lhe o espaço, rouba-lhe a atenção do sacerdote, é um mau exemplo. Ao domingo, dia de todos os crentes, cruzam-se os olhares em competição. As "beatas" lá estão medindo com o seu olhar os que apenas visitam o templo um hora por semana. Elas rezam sem ouvir o sacerdote. Avaliam os fatos, a pose, os olhares dos outros como se de intermediárias divinas se tratassem. É duro ter de viver e de partilhar um mundo destes. Ouvem-se novas rezas agora mais compulsivas, por eles, pecadores, afastados do ritual e da prática gestual que comprará um lugar no paraíso"

Escreveu o meu "padrinho" Carlos ...
Deve ser este o ambiente nas missinhas privadas....

Os Bispos alemães contra nazis lefebvrianos

Não é por acaso que a Igreja Alemã está a reagir tão fortemente à possibilidade de um
grupo cismático neonazi voltar a ser integrado na Igreja Católica.
Não é por acaso , porque a Igreja alemã sabe, melhor que ninguém, o que verdadeiramente aconteceu durante o Holocausto.
O cardeal Karl Lehmann de Mainz, o mais popular dos bispos alemães, um homem inteligente e cordato, um pragmático pouco dado a devaneios místicos, comentou assim o que se passou nos últimos dias:
"É preciso apresentar desculpas pelo que se passou - e isso tem de vir de cima. É preciso mostrar que isto é inaceitável e incompatível com o diálogo que a Igreja trava há 50 anos com os judeus". Todos perceberam em quem é que Lehmann estava a pensar quando disse "de cima": no Papa.

Na mesma linha vão declarações do Arcebispo de Hamburgo Werner Thisse, e do Arcebispo de Munique Reinhard Marx. Este último sublinha: "Pessoas que negam o Holocausto ou são antisemitas ou não têm lugar dentro da Igreja católica".

Por sua vez, a chanceler alemã Angela Merkel exige que Bento XVI tome uma posição "clara e inequívoca" acerca da negação do Holocausto feita pelo bispo inglês Richard Williamson, membro de uma comunidade ultra-reaccionária e integrista.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Metáforas

Sim, ensinam-nos em pequeninos que não devemos bater mais em ceguinhos ou em ceguinhas.
A expressão é violenta mas o sentido é metafórico e significa que não devemos perder muito tempo argumentativo com gente limitada que só merece a nossa piedosa indiferença. Ou que já estão tão diminuídos (devido a um traço esencial da sua personalidade) que não vale a pena espezinhá-los mais.
È uma expressão profundamente violenta porque é uma mistura de piedade e de indifernça face à menoridade alheia.
Acontece que certa gente "ceguinha" sobretudo na versão femeeira tem dotes de sedução mística capazes de se infiltrarem em sendas aparentemente escorreitas.
São os ceguinhos fingidos,uma categoria anacrónica.
Fica-se então na dúvida. Deve-se continuar a desancar nas ceguinhas por imperativo moral ou dever de ofício de anúncio da verdade??

A obra negra

Petição Antinazismo católico

Agora que o nazismo católico descarado saltou dos blogues do costume e é publicado sem qualquer pudor, noutros sites católicos , aqui fica uma petição pública que convém divulgar e passar a quantos pudermos.

Os Bispos de França

"Les évêques de France condamnent fermement les paroles inacceptables et scandaleuses de Mgr Williamson.
Ils redisent à la communauté juive de France leur engagement indéfectible au dialogue et à l’amitié.
Ils rappellent que Benoît XVI ne cesse de signifier son attachement à une relation fructueuse entre juifs et chrétiens.
Ils précisent instamment que la levée de l’excommunication n’est pas une réhabilitation.
Elle constitue le point de départ d’un long chemin qui supposera un dialogue précis.
En aucun cas, le Concile Vatican II ne sera négociable.
Aucun groupe ecclésial ne peut se substituer au magistère.
Les évêques saluent la volonté du Saint-Père d’aller jusqu’au bout de ce qu’il pouvait faire comme invitation à une réconciliation. Ils sont en communion avec lui dans l’exercice de la vigilance épiscopale.
Ils expriment leur soutien et leur reconnaissance aux prêtres, diacres, religieux et laïcs qui composent l’Eglise catholique en France et animent fidèlement les communautés chrétiennes vivantes et proches des hommes de ce temps. "

Ainda cismáticos

Les lefebvristes sont-ils redevenus des catholiques romains ?
L’excommunication levée pesait sur les quatre évêques, mais pas sur les fidèles de la FSSPX. Depuis vingt ans, les quatre évêques et les prêtres qu’ils ont ordonnés étaient aussi suspendus a divinis, ce qui signifie que les sacrements qu’ils ont célébrés étaient valides (les mariages et les baptêmes ne sont pas nuls, etc.), mais illicites. D’après André Vingt-Trois, président de la conférence des évêques de France, cette sanction court toujours. En fait, les évêques de la Fraternité sont réintégrés spirituellement, mais pas fonctionnellement. Et la Fraternité n’a pas de statut canonique, juridique, dans l’Église catholique romaine. Les quatre évêques avaient été sacrés sans mandat pontifical, ce qui leur avait valu l’excommunication, mais ils n’auront pas besoin d’être réordonnés au sein de l’Église romaine en cas de réintégration complète. A priori, pour revenir à la « pleine communion » avec Rome, lever la « suspense a divinis », ils devraient néanmoins prononcer devant les autorités compétentes de l’Église la profession de foi dite par les évêques le jour de leur ordination. Cette « pleine communion » n’étant pas encore réalisée, on peut consi­dérer que le schisme intégriste n’est pas résorbé.

O efeito nazi


O preço que Bento VXI está a pagar pela tentativa de integração e controle do grupo nazi FPXS está a ser elevado.

Mas não podemos abandonar a Igreja quando o mal e a abjecção se inflitram nela.
Há que resitir a esta barbárie senil.

domingo, fevereiro 01, 2009

POLÍTICA

"Incontestavelmente foi a imprensa, com a sua maneira superficial e leviana de tudo julgar e decidir, que mais concorreu para dar ao nosso tempo o funesto e já irradicável hábito dos juízos ligeiros. Em todos os séculos se improvisaram estouvadamente opiniões: em nenhum, porém, como no nosso, essa improvisação impudente se tornou a operação corrente e natural do entendimento. Com excepção de alguns filósofos mais metódicos, ou de alguns devotos mais escrupulosos, todos nós hoje nos desabituamos, ou antes nos desembaraçamos alegremente do penoso trabalho de reflectir. É com impressões que formamos as nossas conclusões. Para louvar ou condenar em política o facto mais complexo, e onde entrem factores múltiplos que mais necessitem de análise, nós largamente nos contentamos com um boato escutado a uma esquina. Para apreciar em literatura o livro mais profundo, apenas nos basta folhear aqui e além uma página, através do fumo ondeante do charuto.
O método do velho Cuvier, de julgar o mastodonte pelo osso, é o que adoptamos, com magnífica inconsciência, para decidir sobre os homens e sobre as obras. Principalmente para condenar, a nossa ligeireza é fulminante. Com que esplêndida facilidade exclamamos, ou se trate de um estadista, ou se trate de um artista: «É uma besta! É um maroto!» Para exclamar: «É um génio!» ou «É um santo!», oferecemos naturalmente mais resistência. Mas ainda assim, quando uma boa digestão e um fígado livre nos inclinam à benevolência risonha, também concedemos prontamente, e só com lançar um olhar distraído sobre o eleito, a coroa de louros ou a auréola de luz.
Eça de Queiroz, in 'Cartas de Paris'

Este lembra-me certos catolaicos



A falta que um cão faz a esta gente!

Isto lembra-me alguém....

A similitude da vacuidade do discurso é impressionante.

A atitude idem aspas.

Milk

Um filme obrigatório.

O princípio do fim

Depois de silenciar as hostes nazis Bento XVI prepara-se para controlar definitivamente os radicais lefebvrianos através de um acordo em que terão de exprimir publicamente a sua plena aceitação do Concílio Vaticano II.
A fractura final dentro das FSSPX , que, finalmente, fragmentada e extirpada dos mais radicais, vai aceitar formelmente o concílio Vaticano II.

Anuncia-se assim o princíoio do fim do lefebvrianismo, esse movimento cismático e sedevacantista, nascido de um capricho egoísta de um pobre velho

E entretanto, os tontinhos do costume cantam vitória. Com Lefebvre definitivamente excomungado e os seus seguidores sob as ordens do Vaticano.
Bento XVI não dorme em serviço.

Do amor

"No entanto, se deus é o mistério que engloba tudo o resto, qual será o sentido desse amor para nós? Que poderá significar ser amado pelo mistério deslumbrante que está intimamente próximo de nós? Poderei porventura ser amado por um mistério ou pelo mistério? Eu faço parte do mistério. O mistério gerou-me. O mistério deve, portanto, estar mais preocupado comigo que eu próprio e, se nós somos real e profundamente um, então, não tenho nada a temer.
Eu serei amado em cada momento e para sempre, em todas as circunstâncias.
Nada poderá realmente fazer-me mal e, aconteça o que acontecer, será sempre para o meu bem. Eu sou amado sem medida porque sou o mistério total da vida. Assim como eu sou desafiado a amar o meu próximo como a mim mesmo, também posso chegar a reconhecer que deus me amam como o meu próprio eu. Nós somos, num certo sentido misteriosos, um só."
Albert Nolan (2006:203)
Jesus Hohe

Saúde mental

"Como terapeuta, tenho forçosamente que ser um ateu metodológico. Nunca parto do princípio de que as pessoas acreditam em Deus. Deus deu-nos um coração. Se conseguirmos voltar ao o seu centro saudável, podemos confiar nele. Tenho amigos religiosos que protestam sempre que eu escrevo qualquer coisa que não mencione o factor Deus. Mas eu confio no factor Deus, Deus está presente sempre que consigo ajudar alguém a encontrar a saúde e a liberdade interior. Freud deixou-nos uma excelente definição de saúde mental: a capacidade de amar e de trabalhar. Se eu conseguir ajudar alguém a voltar amar (e a voltar a trabalhar se estiver em idade disso), se eu conseguir fazer com que o amor volte a fluir numa família, então o Senhor está presente."no Lugar sagrado